Blog do José Cruz

Arquivo : outubro 2013

Fifa está apreensiva, mas garante que “black blocks serão contidos”
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José Cruz

O Brasil está percebendo que a vantagem de sediar um grande evento pode se tornar uma desvantagem”

(Mark Pieth, presidente do Comitê Independente de Gestão da Fifa)

 

Por Afonso Morais

Aarhus (Dinamarca) – Dirigentes da Fifa estão com as barbas de molho, apreensivos com as possíveis manifestações contrárias à Copa no Brasil, em pleno evento. Mas também alertam que os baderneiros serão contidos, diante da onda de manifestações que já ocorrem nas ruas e estradas, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

“Ficamos surpresos com as violências, assim como muitos brasileiros. Mas os black blocks não terão sucesso e serão contidos se tentarem invadir qualquer jogo da Copa”, disse o diretor de Comunicação da FIFA, Walter de Gregorio.

A declaração foi na Dinamarca, onde ocorre a conferência Play the Game –  “Intensificando a Democracia no Esporte”.

Para Gregorio, “a Copa do Mundo no Brasil será o maior desafio da Fifa”, principalmente porque há informações, segundo o dirigente, de que os mascarados preparam a paralisação de uma das partidas do Mundial.

Aposta

De forma discreta, mas oportuna,  Walter de Gregorio procura mostrar que a responsabilidade para conter os desordeiros é do governo e isso poderá lhe trazer prejuízos políticos, inclusive. “A Copa do Mundo poderá ajudar ou atrapalhar as eleiçoes presidenciais, que serão realizadas três meses após o encerramento da competiçao”.

O Brasil é o centro das atenções na reunião do Play de Game, entidade que congrega jornalistas esportivos e especialistas nos vários segmentos do setor. Muitos palestrantes têm a expectativa de que a oposição dos brasileiros aos gastos públicos com a preparação dos megaeventos ocorra com maior vigor durante a Copa 2014.

 Os conferencistas acreditam que, pela primeira vez na história dos campeonatos mundiais, a população de um país anfitrião poderá se tornar a arma mais poderosa para denunciar os desmandos e exigências da Fifa ao país-sede da Copa.

“O Brasil está percebendo que a vantagem de sediar um grande evento pode se tornar uma desvantagem”, disse Mark Pieth, presidente do Comitê Independente de Gestão da Fifa.

Ausência oficial

O encerramento do Play de Game, nesta quinta-feira, abordou o tema “Megaeventos e Democracia: o desafio brasileiro”.

O debate foi com o diretor de comunicação do Comitê Organizador Local da Copa 2014, Saint-Clair Milesi, o auditor da Controladoria Geral da União, Breno de Souza, a professora Katia Rubio, da Universidade de São Paulo, e o repórter investigativo britânico Andrew Jennings.

O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Manuel Rebelo Fernandes, que constava da programação, não apareceu, deixando um claro na mesa dos debates e os jornalistas com várias perguntas sem respostas.

Bombardeado com indagações, Saint-Clair não pode responder a todos, pois eram assuntos de responsabilidade do governo federal. A lacuna deixada pelo Ministério do Esporte num evento em que até a criticada Fifa compareceu, não pegou bem diante da imprensa estrangeira.

Para saber mais:

http://playthegame.org/

 

Afonso Morais, jornalista, é colaborador deste blog

No twitter: https://twitter.com/blogdojosecruz


Diego Costa diante da lei sobre a perda de nacionalidade
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José Cruz

Por Alan Pessotti

Não entro no mérito se a escolha de Diego Cosa defender a seleção espanhola é correta ou não. Mas faço uma análise jurídica.

A Constituição Federal, em seu Art. 12, diz o seguinte:

§ 4º – Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

          II – adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:

                 a) – de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira

                 b) – de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis;

Assim…

Caso o jogador tenha a nacionalidade originária estrangeira, não perderá a brasileira. Digamos que ele tenha ascendentes espanhóis e a lei ibérica dê a nacionalidade automaticamente. Nesse caso, ele será espanhol nato, mantendo a brasileira.

Sabemos que na Europa não há limitação para o uso de jogadores comunitários europeus estrangeiros, mas há limites para os de nacionalidade não-europeia.

Muitas vezes é condição para que possa ingressar em algum time que assuma a cidadania de algum país europeu, pois algumas equipes já teriam “estourado” o limite de estrangeiros.

O direito ao trabalho é, sem dúvida, um direito civil. Se para exercer a sua profissão, o jogador foi obrigado a assumir outra nacionalidade, não perderá a nacionalidade brasileira. Este é o caso mais provável.

A única possibilidade de perder a nacionalidade brasileira é se ele simplesmente optou pela espanhola, sem relevante motivo jurídico para isto.

Por exemplo, um dirigente oferece encaminhar o processo de naturalização espanhola dizendo que será mais prático para ele viajar com a delegação tendo o passaporte europeu e que seria melhor para seus filhos também serem cidadãos espanhóis.

Assim sendo, o jogador pode, sim, vir a perder a nacionalidade brasileira, caso reste comprovado que adquiriu a espanhola por mera liberalidade.

Mas devemos atentar que na se pode dar ao atleta tratamento diferenciado, perseguindo-o. São milhares de brasileiros que assumem outras cidadanias voluntariamente todos os anos e com estes nada acontece. O mínimo que se pode exigir é um tratamento igualitário. (Alan Pessoti é advogado)

 

O que diz o governo brasileiro?

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/31/governo-derruba-cbf-e-diz-que-diego-costa-so-perde-cidadania-se-quiser.htm


Diego Costa: pátria & negócio$
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José Cruz

A globalização do esporte abriu fronteiras e há bom tempo determina as opções “patrióticas” de atletas e técnicos, inclusive. Como a de Diego Costa, que decidiu disputar a Copa 2014 pela Espanha.

Na Olimpíada de Pequim, 2008, duas duplas brasileiras do vôlei de praia defenderam a Georgia: Jorge Terceiro e Renato Gomes; e Cristine Santanna e Andrezza Chagas. E ninguém chiou!

Na Olimpíada de Inverno 2014, na Rússia, a patinadora Isadora Williams, que nasceu em Atlanta, EUA, filha de mãe brasileira, defenderá o Brasil na modalidade patinação artística no gelo.

Colunista da Folha de S.Paulo, Edgar Alves lembrou que a primeira medalha olímpica do judô brasileiro foi conquista de um japonês naturalizado, Chiaki Ishii, bronze nos Jogos de Munique, 1972. E nos recentes Jogos de Londres, a chinesa Gui Lin defendeu o Brasil no tênis de mesa. E ninguém chiou!

Para os Jogos Rio 2016, a Confederação de Desportos Aquáticos investirá bom dinheiro na contratação de jogadores estrangeiros para a seleção de polo aquático, assim como de técnicos, também para a equipe de nado sincronizado. Quem informa sobre isso é o brasileiro Alex Pussieldi, que tem uma academia nos Estados Unidos.

Ouro nos Jogos de Londres, o ginasta Arthur Zanetti ameaçou trocar de país, diante da falta de estrutura no Brasil. A correria foi grande e em seguida ele mudou de ideia. Mas estava disposto à mesma atitude de Diego Costa, optar por outra bandeira. Que tal?

É a nova realidade do esporte de altíssima competição em que os pódios são valorizados pelas marcas dos investidores.

Claro que os resultados favoráveis de estrangeiros mascaram a realidade do esporte no país. São resultados ilusórios. E daí?  A Olimpíada como a Copa do Mundo se tornaram “negócio$” valiosos e são esses que determinam as opções de “patriotismo” dos atletas.

Então…

Uma coisa é Diego Costa ser campeão do mundo pelo Brasil, patriotismo explícito. Outra é ser bicampeão com a Espanha, negócio$ valorizado$…


Segundo Tempo, lembram? Ação em família…
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José Cruz

Relatórios da CGU (Controladoria Geral da União) contam detalhes sobre o escândalo do programa Segundo Tempo, aquele que ajudou a derrubar Orlando Silva do Ministério do Esporte.

As auditorias, encerradas em 2011, deixam claro que foi um esquema para desviar dinheiro público, disfarçado de “prestação de serviços às crianças”.  Pesquiso sobre o desdobramento desses processos e em breve contarei aqui.

O esquema

Mas, para que tenham ideia do tal esquema, vejam a estrutura de uma instituição, que recebeu R$ 4 milhões do Ministério do Esporte, segundo a CGU. (Os CPFs são fictícios para não identificar os trambiqueiros).

“a) – o Diretor Presidente é irmão do Secretário Institucional e ambos são filhos do membro do Conselho Fiscal, CPF nº 7 e do membro do Conselho Fiscal suplente, CPF nº 9.

b) – O Diretor Presidente é, ainda, neto da Vice-Diretora presidente e sobrinho da Secretária Administrativa; e

c) – A Secretária Executiva, por sua vez, é irmã da Conselheira Fiscal suplente, CPF nº 10, e ambas são filhas da Diretora Social.”

Outro processo

“Dos 250 núcleos do Segundo Tempo previstos no convênio só 125 foram instalados. E caiu, também em 50%, o número de beneficiários, passando de 25.000 para 12.500.”

Mas o valor do convênio não foi alterado.


Verbas públicas e formação de atletas: a desordem vai a debate na Câmara
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José Cruz

A CTD (Comissão de Turismo e Desporto) da Câmara dos Deputados realizará amanhã audiência pública sobre “recursos públicos no programa de formação de atletas olímpicos”.

Os debatedores confirmados são estes:
Ricardo Leyser – Secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte
Francisco Antônio Fraga – Presidente da Confederação Brasileira de Clubes

Sérgio Bruno Coelho – Presidente do Minas Tênis Clube

Nelson Bechlin Wulff – Presidente do CONFAO (Conselho dos Clubes

Formadores de Atletas Olímpicos)

Arialdo Boscolo – Presidente da Federação Nacional de Clubes.

O debate, sugerido pelo deputado Romário (PSB/RJ), é sobre gestão do dinheiro de fontes públicas (estatais, Ministério do Esporte, Lei de Incentivo etc) distribuído a várias  instituições “formadoras de atletas”. Na prática, cada um faz o seu programa, forma seus atletas, mas sem um comando central, que deveria ser do Ministério do Esporte, fixando metas e prioridades.

Afinal, de quem é comando do alto rendimento no país: clubes, federações, confederações, COB, governo?

Em 10 anos de governo do PT, com o PCdoB à frente do Ministério do Esporte, o que tivemos foi a multiplicação de fontes financiadoras e a falta de um gestor central. Resultado: o desperdício é evidente. Insisto: compete ao governo federal se envolver com a formação de atletas de alto rendimento, enquanto clubes têm ociosidade de seus espaços e, principalmente, o desporto escolar está ao abandono? Não temos modelo algum para o desenvolvimento do esporte para até que o atleta chegue ao alto rendimento.

No caso da Lei de Incentivo (R$ 300 milhões anuais desde 2006), o que essa grana representou no crescimento da estrutura formadora de atletas? Que resultados práticos temos das centenas de projetos aprovados? E quem cobra a falta de resultados?  Lembro que o futebol é o principal beneficiado desse dinheiro sem volta que a Lei de Incentivo dispõe. Logo…

Certo é que o financiamento do esporte de alto rendimento está estatizado, mas a gestão é privatizada e a falta de prioridades para a base, onde se formam quadros de renovações, está sem prioridades, metas e, pior, sem interesse do financiador. Ressalvo que o vôlei e o judô fogem a essa regra.

Amanhã, os deputados ouvirão explicações e justificativas. Mas não teremos solução prática, como racionalizar o uso de tanto dinheiro – lei Piva, lei de Incentivo, convênios, patrocínio estatal. Principalmente, porque não temos estrutura de governo nem vontade política para mudar o sistema e corrigir o rumo do desperdício da verba pública.


O dinheiro público e o abandono à base do esporte
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José Cruz

O PCdoB, que dirige o Ministério do Esporte, privilegia elite. Gerenciando muita grana pública, descobriu que a emoção do gol faz girar o capital

 

O programa “Profissão Repórter” de sexta-feira ouviu atletas que estão iniciando no esporte, e suas dificuldades para evoluir.

A reposta comum à primeira pergunta – “qual a principal dificuldade” – é a mesma de décadas: “falta de dinheiro”; “patrocínio”;  “falta apoio”.

Carlos Luciano, do vôlei de praia, criou um site para arrecadar colaborações de amigos, viajou de carona e se alimentou mal para participar de uma etapa do campeonato de vôlei de praia. Se Carlos conseguir evoluir nesse labirinto de dificuldades chegará ao pódio e, então, terá  algum  ganho.

Mas quem perder agora fica pelo caminho, frustrado, como se não tivesse potencial algum. O Estado, apesar da estrutura institucional e financeira, não lhe oferece qualquer chance para se tornar um desportista de elite. A grana está concentrada na cúpula, no atleta pronto! Foram R$ 6 bilhões de verba feederal só no último ciclo olímpico. Que tal?

No mesmo “Profissão Repórter”, dirigido por Caco Barcelos, o brasiliense Marilson dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tri na Corrida de São Silvestre, também foi entrevistado.

Agora consagrado, exibe patrocinadores de peso  –  Nike, BM&f, Caixa e Pão de Açúcar.  Marilson começou aos 12 anos, como Carlos Luciano, sem apoio, correndo descalço nas ruas de Brasília. O “apoio” só apareceu quando ele mostrou potencial.

A iniciação no Brasil não tem programa, plano, planejamento, projeto, política, nada que incentive o jovem atleta! É cada um por si, enquanto os competidores de alto rendimento esbanjam dinheiro. Dinheiro público que  sai pelo ladrão, no bom sentido, claro.


Basquete: Eletrobras esclarece sobre atraso no patrocínio
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José Cruz

“Tendo em vista a menção à Eletrobras no post “Esportes olímpicos sob graves suspeitas de corrupção”, publicado ontem (24/10), às 10h05, a empresa esclarece que o patrocínio à Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) não está suspenso, apenas as comprovações referentes ao contrato estão, no momento, cumprindo seus trâmites normais.

A prestação de contas apresentada pela entidade, referente à primeira parcela do contrato, ainda não está finalizada. Tão logo os valores aplicados pela CBB sejam adequadamente comprovados, a Eletrobras cumprirá rigorosamente as cláusulas contratuais e liberará a segunda parcela.”

Minha análise

Não é novidade que a Confederação Brasileira de Basquete vem acertando suas contas aos trancos e barrancos. Deu, inclusive, trambique num banco particular, e só acertou as contas quando chamada à Justiça. (Veja link no final)

No caso da Petrobras, o patrocinador diz que “as comprovações referentes ao contrato estão, no momento, cumprindo seus trâmites normais”.

E afirma que a segunda parcela ainda não saiu.

Imagino que os auditores estejam analisando com rigor as contas da parceira, porque é preciso isso.

Será que Caixa, Petrobras, Infraero, Correios etc fazem o mesmo com o atletismo, natação, ginástica …?  Não sei. Mas sei que o Minitério do Esporte é frágil na fiscalização das verbas que libera, porque não tem quadros para tanto.

Entenda o caso

http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2013/10/24/exclusivo-eletrobras-suspende-patrocinio-da-cbb-corte-e-de-r11mi/

 

 

 

 


A omissão das excelências diante da miséria e da fartura do esporte
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José Cruz

A CTD (Comissão de Turismo e Desporto) da Câmara dos Deputados debaterá na terça-feira sobre a aplicação dos recursos públicos na formação e preparação de atletas olímpicos. Será com presidentes de clubes, o Ministério do Esporte, que é o órgão financiador etc.

As audiências públicas promovidas pela CTD têm sido riquíssimas, tanto pelos temas que abordam quanto pelas valiosíssimas informações trazidas pelos convidados, que debatem sobre esse ainda intricado sistema do esporte de alto rendimento no Brasil.

Na última quarta-feira, por exemplo, tivemos um desses momentos.

O presidente da Federação Cearense de Basquete, Adelson Leite, explicou como a entidade que ele dirige recebeu R$ 29 mil dos bingos, no longínquo 1995, e hoje deve mais de R$ 1 milhão só à Receita Federal.

Adelson se emociona nessa exposição, pois aos 81 anos ele dirige uma federação de basquete falida, mas que, mesmo assim, realiza um campeonato estadual de menores com 15 equipes, colocando em opostos a miséria e a fartura do esporte.

Só no último ciclo olímpico, os cofres do governo injetaram R$ 6 bilhões na preparação dos atletas de todas as modalidades que foram aos Jogos de Londres.

Enquanto isso…

Vejam nesta foto as condições do alojamento onde dormem os jogadores de basquete do Ceará. É a chamada “categoria de base” ou “de iniciação”, os “atletas do amanhã”….

A imagem repercute o momento caótico da principal entidade, a  Confederação Brasileira de Basquete, cujo patrocínio chegou a ser suspenso pela Eletrobrás, por falta de transparência no uso da verba pública.

Diante dessas realidades, qual a ação da Comissão de Turismo e Desporto, depois de uma audiência pública com informações desse tipo?

Nenhuma!

Em primeiro lugar, a maioria dos deputados da CTD não comparece à audiência, principalmente quando o assunto não trata de futebol…

Com agenda apertada, eles se dividem entre o plenário e reuniões em outras comissões.

Há desperdício de tempo, de recursos humanos que trabalhou na preparação da audiência e, principalmente, desperdício de informações que poderiam orientar as excelências em projetos efetivos para resolver de vez a desordem institucional do nosso esporte.

E assim é no Senado. As excelências ouvem, quando muito, mas não agem. Logo, se omitem.

É isso. O poderoso Congresso Nacional é omisso na busca de soluções para os gravíssimos problemas do esporte de base e de alto rendimento no país.


Sesi de SC recebe R$ 10 milhões para desenvolver esportes olímpicos
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José Cruz

Só este ano, Ministério do Esporte já aprovou R$ 161 milhões em projetos para cinco capitais e o Distrito Federal

 

O Sesi  (Serviço Social da Indústria) de Florianópolis, tradicional instituições de esporte e lazer para empregados da indústria, tornou-se parceiro do Ministério do Esporte para desenvolver o esporte de alto rendimento.

Dois convênios, totalizando R$ 10,3 milhões, foram assinados com o Ministério do Esporte. O dinheiro será aplicado nas instalações esportivas do Sesi da capital catarinense e servirá, também, para “capacitar professores de atletismo, badminton, basquete, hóquei sobre grama, rugby, tênis de campo e vôlei”

O primeiro convênio, de R$ 5,1 milhões,  foi assinado em 7 de março, e o outro em 13 de maio, R$ 5,2 milhões.

Rio 2016

De olho nos Jogos Rio 2016 o Ministério do Esporte abriu os cofres e só este ano já liberou R$ 161,017 milhões para confederações, ligas e clubes de cinco capitais – Rio Grande do Sul, Florianópolis, São Paulo,Rio de Janeiro, Belo Horizonte – e o Distrito Federal. O dinheiro sai por conta do “Plano Brasil Medalhas 2016”, lançado em 2012 pelo governo federal.

O CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), que constroi um centro de treinamento em São Paulo, e tem como meta ficar entre os cinco primeiros países nos Jogos Rio 2016, foi a instituição que mais recebeu recursos do Ministério do Esporte neste ano: R$ 38.213.180,00.

Olímpicos

Entre as modalidades olímpicas, os clubes sociais formadores de atletas – Pinheiros, (SP), Grêmio Náutico União e Sogipa, em Porto Alegre, Tijuca Tênis Clube, no Rio, e Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, receberam 12,4 milhões. Desses, o Pinheiros aprovou R$ 4,9 milhões, seguido do Grêmio Náutico União, com R$ 4 milhões.

Já em nível de confederações, a de Basquete – que teve o contrato de patrocínio suspenso pela Eletrobras – foi a mais privilegiada: R$ 12 milhões.

A Liga Nacional de Basquete também aprovou projetos, num total de R$ 10 milhões junto ao Ministério do Esporte, para competições, compra de equipamentos etc. Individualmente, o basquete é a modalidade mais favorecida pelo Ministério do Esporte, com R$ 22 milhões só nesta temporada.

A Confederação de Rugby, que vai estrear nos Jogos do Rio de Janeiro, foi contemplada com R$ 8,4 milhões, seguida do Pentatlo Moderno, com R$ 7,8 milhões. O golfe, que também será novidade em 2016, recebeu R$ 3,1 milhões.

No ranking das confederações, Tênis de Mesa aparece com R$ 7,6 milhões, seguida de Lutas Associadas, com R$ 5,7 milhões, Judô, R$ 3,8 milhões, e a de Desportos Aquáticos, R$ 3,3 milhões.  Os repasses são feitos pelo ministério mediante apresentação de projetos. Os valores são liberados em parcelas.

Reforço

Os recursos do Ministério do Esporte reforçam os caixas das entidades esportivas que já contam com verbas da Lei Piva, através do Comitê Olímpico, Lei de Incentivo ao Esporte, Confederação Brasileira de Clubes (R$ 101 milhões disponíveis este ano para a iniciação) e seis estatais (Banco do Brasil, Caixa, Eletrobrás, Infraero, Correios, e Petrobras).

Além disso, o Ministério do Esporte está aplicando este ano R 183 milhões em Bolsa Atleta, que atende a 5.691 competidores.

Está comprovada a estatização da economia do esporte de alto rendimento, porém a gestão é privatizada e aí é que se cria o conflito e surgem as denúncias e suspeitas de corrupção, nem sempre apuradas com o rigor que a legislação impõe.


Telemarketing
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José Cruz

Colaboração de um torcedor que não quis se identificar.
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