Blog do José Cruz

Metade dos estádios da Copa está fora da Série A do Brasileirão 2015
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José Cruz

Seis dos 12 estádios construídos para a Copa do Mundo estão em estados que não têm times na Série A do Campeonato Brasileiro de 2015: Mané Garrincha (DF), Fonte Nova (BA), Castelão (CE), Arena da Amazônia (AM), Arena das Dunas (RN) E Arena Pantanal (MT).

Juntos, esses  estádios somam 314 mil lugares e consumiram investimentos de R$ 4,4 bilhões.

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A arena Fonte Nova (foto) foi a que perdeu possibilidade maior de receber times da primeira divisão, com a queda de Vitória e Bahia para a Série B de 2015. O estádio baiano tem capacidade para 50 mil torcedores e custou R$ 700 milhões.

A reportagem é de Dyelle Menezes e Thais Belat, do Contas Abertas. Aqui


O lado oculto da festa olímpica
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José Cruz

Agora está explicado: foi devido a uma manifestação, pacífica, que a SporTV mostrava apenas a cúpula do majestoso Teatro Municipal, local da festa dos melhores do esporte, na terça-feira, promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil.

A calçada da entrada principal dos atletas e autoridades estava tomada por faixas de alertas, como registrou reportagem do UOL Esporte. Exibir essas imagens numa noite de festa não caía bem, claro.

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       Foto: Pedro Ivo Almeida/UOL

Os manifestantes questionavam sobre os legados dos megaeventos esportivos, entre eles, a privatização do Maracanã, os fechamentos da pista de atletismo do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, a transformação do Estádio de Remo da Lagoa em área comercial, etc.

Essas manifestações são oportunas, pois ao acreditarem nas promessas dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, atletas, técnicos e torcedores em geral foram iludidos: os espaços ficaram fechados, ociosos e até o Velódromo foi destruído. Já a pista de atletismo do Estádio Célio de Barros foi asfaltada para servir de estacionamento durante a Copa do Mundo, desalojando mais de 300 atletas e seus técnicos, até hoje.

Para saber mais:

https://www.facebook.com/ComitePopularCopaRJ?ref=ts&fref=ts

 https://m.facebook.com/profile.php?id=171897489617255&view=page


Senado também aprova MP da dívida dos clubes, mas Dilma deverá vetar
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José Cruz

A MP (Medida Provisória) 656, que trata de vários assuntos fiscais, entre eles o que beneficia os clubes de futebol no pagamento de suas dívidas para com o governo, foi aprovada no Senado, nesta madrugada, poucas horas depois de ter passado na Câmara dos Deputados. A votação foi simbólica, a maioria dos senadores não conheceu o conteúdo integral da MP, que acolheu nada menos do que 46 emendas.

A proposta vai à sanção da presidente Dilma Roussef, mas os artigos que tratam dos assuntos do futebol deverão ser vetados, como antecipou o jornalista Juca Kfouri.

Ao final de uma longa sessão para limpar a pauta e permitir o início do recesso parlamentar, o relator da MP, senador Romero Jucá (PMDB/RR), disse que o governo já tinha informado que “não tinha compromisso com essa proposta”, pois representa uma verdadeira anistia aos clubes devedores do INSS e Receita Federal.

Conforme a emenda apresentada pelo deputado Jovair Arantes (PTB/GO) e vice-presidente do Atlético Goianense os clubes terão 240 meses para pagar o calote ao fisco, com desconto de 70% nas multas e 30% nos juros.

Gambiarra

Juca Kfouri e Rodrigo Mattos, blogueiros do UOL Esporte, noticiaram ontem à tarde sobre a “gambiarra” de Jovair Arantes (PTB) driblando a articulação que o governo fazia com o Bom Senso Futebol Clube e cartolas, para acertar o pagamento da dívida fiscal das entidades esportivas.

Na prática, o deputado Jovair Arantes deu um “drible da vaca” na Comissão Especial do Proforte, que ele presidiu, para criar a “Lei de Responsabilidade Fiscal”. Durante seis meses, especialistas de todos os segmentos do futebol, jornalistas, inclusive, passaram por audiências públicas na Comissão, com depoimentos que permitiram ao deputado Otávio Leite (PSDB/RJ) elaborar o relatório final aprovado e enviado à Mesa da Câmara.

Nos últimos meses, até a presidente Dilma envolveu-se no debate sobre o texto de Otávio Leite, que estava sendo adequado com propostas do Bom Senso FC e dos dirigentes dos clubes de futebol.

Porém, Jovair Arantes ignorou essa articulação, o trabalho da Comissão, as despesas com viagens com os depoentes e a própria participação de seus colegas no debate, para apresentar emenda isolada em uma medida provisória. O cartola-deputado traiu os objetivos da Comissão e sepultou o trabalho que presidiu.

Jovair sempre agiu na Comissão do Proforte como líder dos cartolas, ao lado de Vicente Cândido (PT/SP), vice-presidente da Federação Paulista de Futebol. A dupla nunca escondeu que trabalhava para emplacar um projeto que beneficiasse exclusivamente os clubes devedores, sem que esses assumissem responsabilidades, como transparência em suas gestões financeiras, pagamentos de salários dos jogadores em dia, etc.


O gesto olímpico do ano e a omissão do COB
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José Cruz

Na festa dos melhores atletas do ano, ontem, no Rio, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) fez homenagens e valorizou esporte, “uma aula de cidadania”.  Disse mais:  “A adrenalina do esporte olímpico eterniza a ética, a esportividade e companheirismo”.

Porém, o COB, que difunde a teoria, deixou de exaltar justamente que teve esse comportamento na prática, Guilherme Forman Murray. Murray G

O maior feito desse esgrimista paulista de 12 anos foi na luta pelas oitavas de final do Panamericano de Esgrima, no Caribe, quando ele alertou o árbitro que não havia tocado o adversário com o florete, anulando o ponto que poderia lhe representar a vitória e o avanço às quartas-de-final. O pódio, quem sabe.

“Não fiz nada de mais, apenas o correto”, disse o jovem esgrimista.

Caráter, ética e educação mostram o verdadeiro “espírito olímpico”, é uma das máximas divulgadas.

Mas quando  o COB poderia exibir um atleta com esse perfil e de raríssimo comportamento, não o fez. Foi egoísta na homenagem a quem escancarou, na prática, o que os cartolas difundem na teoria.

Parabéns a todos os atletas que conquistaram importantes pódios internacionais nesta temporada. Mas, não tenho dúvidas, o gesto olímpico deste ano é de quem deu uma aula espontânea de fair play e educação desportivas, contrastando com o momento de corrupção e falcatruas em que o país e o desporto em geral estão envolvidos.  Guilherme não entrou no jogo do “ganhar a qualquer custo”.

Guilherme Murray  –  bisneto de Sylvio de Magalhães Padilha, que foi competidor olímpico no atletismo  –  encerrou esta temporada com o maior número de medalhas de ouro na esgrima, entre os atletas do Club Athletico Paulistano.


Leila ingressa na política pela Secretaria de Esportes do Distrito Federal
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José Cruz

Leila Barros, a “Leila do Vôlei”, assumirá a Secretaria de Esportes do Distrito Federal no governo de Rodrigo Rollemberg, a partir de 1º de janeiro. Ao lado de Ricarda, ela foi medalha de bronze olímpica, nos Jogos de Sydney. As duas jogadoras Leila_Barroscriaram Brasília Vôlei, que disputa a Superliga Feminina. O time é patrocinado pela Terracap e Banco de Brasília, empresas do Governo local.

 

Mesmo que Leila se afaste da direção de seu clube, permanecerá o vínculo institucional-afetivo. E, como secretária de Esportes, acompanhará a renovação do contrato de patrocínio com as estatais do governo que ela integra. Por oportuno, um governo que receberá o cofre geral com déficit de R$ 3,8 bilhões, segundo Rollemberg.

 

A voz do bispo

 

A segunda questão para a nova gestora de governo é política-religiosa. A Secretaria de Esporte no Distrito Federal tornou-se reduto do PRB, partido da Igreja Universal, comandada pelo poderoso bispo Edir Macedo.

 

O PRB não tem nada a ver com o esporte. Não entende nada do setor, são aventureiros, sem exageros. Mas desde que o paulista Júlio César se tornou secretário de Esporte do Distrito Federal, do governo que está saindo, a coisa mudou. Ele transformou um espaço de formação de atletas e de competições num negócio político altamente rentável, o que lhe garantiu a maior votação para a Câmara Legislativa, com 23 mil votos. Que tal? As preces, senhores, as preces dos fiéis são poderosas…!

 

E é esse deputado, Júlio César, que a secretária Leila enfrentará, no bom sentido, claro. Leila fez 11 mil votos, ótimo para quem disputou eleição pela primeira vez, à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ficou na suplência. Mas, conhecedora do setor e pelo prestígio de Mulher séria e batalhadora que a levou a conquistar o pódio olímpico, Leila se tornou candidata natural ao cargo de secretária, pela sigla partidária do Bispo Edir.

 

Mesmo assim, terá ela autonomia para formar o seu gabinete e preencher os cargos, principalmente dos nove Centros Olímpicos, fartos em vagas, que na gestão passada, de Júlio César, foram ocupadas, também, por fieis leitores da Bíblia e leigos no esporte?

 

Terá Leila, medalhista olímpica, mas novata no sistema partidário, autoridade para enfrentar o poder do bispo, que leva para a bancada política a força de sua igreja e de fanáticos fieis?

 

Finalmente: o PRB, poderá fortalecer a Secretaria de Esportes do Distrito Federal, se o senador Marcelo Crivela, PRB/RJ, sobrinho de Edir Macedo, for confirmado ministro do Esporte. Nesse caso o cofre federal ficará mais próximo para reforçar a Secretaria de Esporte Distrital. Já vimos este filme em outros governos e em outros partidos, em outros ministérios e secretarias, mas sempre com a forte e decisiva participação dos políticos e, agora, com bençãos universais…


Jorge Rosa poderá ser afatado da Confederação de Tênis
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José Cruz

A advogada paulista Marisa Alija entrará com pedido de afastamento de Jorge Lacerda da Rosa da presidência da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), caso essa medida não seja adotada pelo Ministério Público de São Paulo, onde está o processo com denúncias de graves irregularidades cometidas pelo dirigente, na gestão de verbas públicas, nos últimos anos.

“A CBT desenvolve seus projetos com 95% de verbas públicas, conforme está no site da entidade. Agora, encontramos despesas pessoais e da família de Jorge Rosa sendo financiada pelo caixa da Confederação que ele dirige”, disse a advogada.

“Tive acesso à documentação que a ex-contadora da CBT apresentou ao Ministério Público, mostrando que houve uma maquiagem, porque as contas pessoais pagas pela entidade não constam dos balanços, como a contadora já disse em entrevista. Isso demonstra que existe um balanço com informações falsas”, afirmou.

Com base nesse indício de irregularidade, a advogada disse que já tem subsídios suficientes, agregados aos que correm em sigilo, para pedir o afastamento preventivo do presidente, como a Lei Pelé determina nesses casos.

“Cabe ao Ministério Público fazer este pedido, mas se isso não ocorrer a Federação do Pará já me constituiu como procuradora para apresentar a ação judicial propondo a imediato afastamento de Jorge Lacerda da Rosa da presidência da CBT”, afirmou Marisa Alija.


O esporte está na lama
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José Cruz

Um dia depois da divulgação do escândalo na Confederação Brasileira de Vôlei, surgiu outra denúncia bombástica, desta vez na Confederação do Tênis (CBT), cujo presidente, Jorge Rosa, usava verbas públicas do patrocínio e para fomentar o esporte no pagamento de suas contas particulares.

20141212_140835As afirmações são da ex-contadora da confederação, Kátia Mueller (foto). Ela apresentou documentos que confirmam a denúncia. O dossiê que Kátia elaborou, até 2012, foi entregue ao Ministério Público de São Paulo. É lá que tramita processo sobre denúncias de ilegalidades praticadas por Jorge Rosa. Há recibos de salários assinados por empregadas que trabalhavam na residência de Jorge. Elas recebiam através da CBT e até as suas demissões foram honradas pelas verbas da Confederação.

Em nota oficial, Jorge Rosa desmentiu sua ex-contadora e disse que o dinheiro usado fazia parte de um “auxílio moradia”.

Pagamentos

Enfim, a promiscuidade financeira é evidente. De tal forma que até uma empresa de confecções, em nome da mulher de Jorge Rosa, foi criada usando a estrutura administrativa da CBT, e o pagamento das taxas foi feito com dinheiro dos cofres da entidade do tênis.

Nos últimos dois anos, escrevi vários artigos sobre “denúncias de irregularidades” e um tal processo que “tramita no Ministério Público de São Paulo”, contra a Confederação de Tênis. Agora há transparência nessas denúncias. Há provas. Há depoimentos da funcionária que fazia os registros contábeis. Ela falou com segurança, apresentou documentação farta que demonstrou conhecer muito bem sobre cada registro que fez. E tudo isso já está nas mãos da Justiça e do delegado de polícia que instrui o processo com suas investigações.

Sem exageros, o esporte está na lama.


Crise no vôlei ameaça parceria com BB
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José Cruz

Poucas horas depois de a CGU (Controladoria Geral da União) ter divulgado relatório de auditoria confirmando graves irregularidades na gestão financeira da Confederação de Vôlei, o Banco do Brasil suspendeu o pagamento das parcelas de patrocínio, e fez exigências para retomar a parceria. É a mais grave crise nessa contrato de 23 anos entre o BB e a CBV, podendo ter desdobramentos irreversíveis. A matéria de Daniel Brito está neste link:  http://esporte.uol.com.br/volei/ultimas-noticias/2014/12/11/banco-do-brasil-interrompe-verba-a-cbv-apos-cgu-apontar-irregularidades.htm

Ausentes

Na história desse episódio, os dois dirigentes da época em que se originaram as denúncias do escândalo não estão mais em suas instituições: Ary Graça, ex-presidente da CBV, e Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. Ary é presidente da Federação Internacional de Vôlei, desde o final de 2012, e Pizzolato fugiu para a Itália para escapar de punição no processo dos mensaleiros.

Primeira crise

A última crise entre o Banco e a CBV que se tornou pública foi em fevereiro de 2005, quando Ary Graça trocou o tradicional amarelo e azul do uniforme da Seleção masculina pelo preto, com detalhe dourado, em alusão á conquista da medalha de ouro nos Jogos de Atenas 2004. A mudança não durou dois meses, pois a diretoria de Marketing do Banco do Brasil protestou e exigiu respeito ao contrato.

Ex-funcionários do banco, que conheceram detalhes dessa parceria, contaram que Ary Graça provocava o parceiro por ocasião da renovação dos contratos anuais. A estratégia agradava a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil. Ele preferia – segundo a mesma fonte – que o vôlei tivesse um parceiro da iniciativa privada, já que os patrocínios públicos exigem rigor e compromissos para gastar as verbas recebidas.

Novo parceiro?

A nova crise ocorre a dois anos dos Jogos Rio 2016 e no bojo de escândalos em outra estatal, a Petrobras, com repercussão internacional. Se por ventura chegarmos ao limite de rompimento da parceria, o vôlei não ficará muito tempo sem patrocínio.

O Bradesco é o candidato da vez. Tornou-se o patrocinador oficial da Olimpíada e há dois anos faz fortes investimentos em outras modalidades, através da Lei de Incentivo ao Esporte. Daí para o vôlei será um saque de valiosos milhões, pois estará adquirindo um produto esportivo de grande visibilidade, vitorioso e mundialmente reconhecido, para ali exibir sua marca. Porém, de gestão suspeita e calamitosa, capaz de colocar o campeoníssimo esporte nas páginas policiais.


Fraudes no vôlei e o bombástico relatório da CGU
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José Cruz

A Confederação Brasileira de Vôlei continua contribuindo para a onda de corrupção nacional com dinheiro público. Agora, de forma oficial, as revelações são estarrecedoras e mostram como foi a suspeita gestão do ex-presidente Ary Graça (foto)

ary  O recente relatório da CGU (Controladoria Geral da União), revelado pelo repórter Lúcio de Casto, aqui, mostra como as emoções do esporte olímpico e a conquista de valorizados títulos que orgulham o esporte escondem transações criminosas, há anos.

Não se trata de “suspeita”, de “ouvir dizer” ou “me contaram”. São constatações dos auditores da CGU, com base em documentos oficiais da própria Confederação Brasileira de Vôlei, que nos últimos 40 anos teve apenas dois três presidentes, Carlos Arthur Nuzman, Ary Graça e o atual, Walter Pitombo Larangeiras.

O relatório da CGU está neste link: http://sistemas.cgu.gov.br/relats/uploads/6670_%20Relatorio%20201407543%20BB.pdf

 Tênis

Esse bombástico relatório da CGU se junta a outros aqui revelados, como da Confederação Brasileira de Tênis, cujo presidente, Jorge Rosa, apresentou nota fria em prestação de contas ao Ministério do Esporte. As investigações daí decorrentes apontam para outras fraudes que em breve serão conhecidas, tão logo o processo saia do “segredo de justiça”.

Está evidente que os balanços publicados anualmente pelas entidades do esporte não são suficiente para demonstrar transparência no uso de verbas públicas que sustenta o esporte brasileiro – R$ 6 bilhões no último ciclo olímpico. No caso da CBV é balanço suspeito, diante das constatações de fraudes e operações ilícitas constatadas pela CGU.

CPI, JÁ!

Por isso, é inadiável a criação de uma “CPI do Dinheiro Público”, que faça uma varredura das verbas repassadas pelos cofres públicos ao Comitê Olímpico, ao Comitê Paraolímpico e às confederações desde o início do governo PT, em 2003 .Quem sabe em 2015, já como senador da República, o hoje deputado Romário lidere esse movimento.

Uma CPI com quebra de sigilo fiscal e bancário de todos os que assinam pelas entidades do esporte, diante da falta de confiança que há muito se tem dos cartolas em geral, pela falta de transparência nas operações com verbas do governo. E poderemos ter a surpresa de constatar que Ricardo Teixeira, no futebol, é um amador diante do alto rendimento olímpico.


Corrupção, políticos & futebol
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José Cruz

Enquanto o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot (foto), reconhecia, ontem,  que “assaltaram a Petrobras”, Presidência do Senadoum grupo de deputados, liderados por Vicente Cândido, discutia com representantes do governo e do Bom Senso Futebol Clube sobre um projeto de lei que fixará, entre outras mazela, como livrar a CBF de fiscalização maior sobre as verbas que recebe. O projeto, conhecido como “lei de responsabilidade fiscal”, determinará sobre o pagamento da dívida dos clubes ao INSS e Imposto de Renda.

E quem é Vicente Cândido, que também prepara um substitutivo ao projeto original, do tucano Otávio Leite?

Cândido é um político do PT, partido da presidente Dilma Rousseff que está até aqui na lama da corrupção.

Mais:

Cândido é um dos vice-presidentes da Federação Paulista de Futebol,  amigo do presidente José Maria Marin, e do futuro chefão do futebol, Marco Polo Del Nero, que assumirá em março.

Com esse perfil, que isenção tem esse deputado para discutir sobre normas à CBF, já que está intimamente vinculado à sua direção?

E porque fiscalizar a CBF? Como já cansamos de dizer aqui, porque ela é a gestora do principal patrimônio esportivo do país, a Seleção Brasileira, que explora símbolos, hino e bandeira nacionais, aí faturando muito, mas com destino suspeito e duvidoso da grana que arrecada.

Ah, sim, ontem foi o Dia Mundial de Combate à Corrupção.

Enquanto isso…

Começa hoje, em Brasília, o Torneio Internacional de Futebol Feminino. Brasil x Argentina farão o segundo jogo da rodada, que terá China x Estados Unidos na abertura, às 19h20.

E o que faz a CBF pelo futebol feminino, modalidade que tem demonstrado fartura de talentos, a maioria indo jogar em outros países? Está provado que falta à modalidade caráter profissional efetivo, que motive um mercado que esconde ótimas jogadoras por falta de oportunidades. Mas se o futebol masculino está pelas tabelas …

A única competição nacional que se realiza é limitada e inexpressiva, iniciativa do Ministério do Esporte, como se ali fosse a Casa do Futebol. E o patrocínio da Caixa, “salvadora'' da modalidade, como se a CBF fosse uma pobre instituição.

Está tudo explicado…