Blog do José Cruz

Na Cidade Olímpica, o “troféu” do combate ao crime de adolescentes
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José Cruz

A um ano dos Jogos Olímpicos, é impossível não ligar a realidade da violência de hoje às promessas de “legados sociais”, esquecidas no pós-Pan-Americanos de 2007.

A foto de Fábio Rossi, no alto de página de O Globo, hoje, é de policiais “empunhando” um garoto de 16 anos, suspeito de ter assassinado o cardiologista Jaime Gold, na Lagoa. Exibem como um “troféu”, conquista da reação do Estado à onda de crimes na Cidade Olímpica – Rio 2016

Menor-apreendido

Volta-se à questão de décadas: por que adolescentes chegam ao crime para roubar bicicletas, celulares, bolsas…? afinal, quem é o responsável?

Resposta

Há dez dias, O Globo mostrava que “o preço da violência” deve-se, também, ao fim de projetos sociais em áreas de conflitos, como o Complexo do Alemão, um dos que recebeu o programa de pacificação.

Na reportagem, Vera Araújo escreveu: “Na Vila Olímpica Carlos de Castilhos, da prefeitura, atividades como natação e hidroginástica estão paralisadas. As quadras de futsal e de vôlei precisam de reforma. Telas de proteção estão quebradas e a grama sintética do campo de futebol tem vários buracos. Além disso, os salários dos funcionários terceirizados estão atrasados há dois meses”.

Mais:

“Ações sociais promovidas pelos governos federal, estadual e municipal também estão paradas ou em marca lenta. A justificativa apresentada é a crise financeira”.

Lembram do ‘Segundo Tempo” do Ministério do Esporte? Em vez de combaterem os corruptos, que ali ganharam muita grana, o governo acabou com o programa, no Rio, inclusive, e deixou ao abandono milhares de crianças.

Enquanto isso…

O governo federal anunciará hoje o corte de R$ 70 bilhões no orçamento da União. Projetos sociais e esportivos estarão na restrição de créditos.

Vai aumentar o trabalho da polícia no projeto “caça-troféus”…


A festa olímpica e a insegurança carioca
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José Cruz

aros olimpicos

A pouco mais de um ano dos Jogos Rio 2016 e numa festa popular, foi inaugurado ontem o maior símbolo do evento, os aros olímpicos, no Parque Madureira.

Em meio à preparação da festa Olímpica, a insegurança da população do Rio cresce sem controle. Morre-se assassinado por assaltantes, até num simples passeio de bicicleta, nos circuitos cariocas. O “legado'' da segurança do Pan 2007 foi zero, não serviu para nada.

Enquanto isso…

Cinco helicópteros da PM, avaliados em R$ 10 milhões cada, entre eles o “Caveirão do Ar” (R$ 20 milhões) estão no chão, fora de combate ao crime, que se espalha nas ruas e nos morros da cidade. Motivo:  a Helibras, empresa que faz a manutenção nos equipamentos, suspendeu os serviços porque o Governo do Estado lhe deve R$ 1 milhão…

O esquema de segurança para as delegações que virão aos Jogos está pronto. E o plano de segurança para a população desprotegida do Rio, quem responde por omissão tão grave?


Orçamento do Esporte poderá perder R$ 400 milhões
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José Cruz

O governo promete anunciar amanhã o do valor corte no Orçamento da União. A previsão é de R$ 70 bilhões. “Necessários para ajustar as contas públicas”.  Deputados da base governista estimam que o Ministério do Esporte “contribuirá” com R$ 400 milhões, nessa tesourada. dinheiro

Para 2015, o Ministério do Esporte tem R$ 3.4 bilhões no orçamento. Com o corte previsto sobrariam R$ 3 bilhões. Esse valor seria consumido, em tese, por apenas um programa: “Esporte e Grandes Eventos Esportivos”. É aí que estão os repasses para a preparação dos atletas e dos Jogos Rio 2016.

           PRINCIPAIS PROGRAMAS 2015

  PROGRAMASR$
Jogos Rio 2016 1.684.320.594
Centros Iniciação Esporte    198.000.000
Apoio a Projetos Esportivos    177.203.026
Preparação Atletas Rio 2016    118.851.866
Implantação Infraestrutura Esporte    681.686.968
Bolsa Atleta    151.260.438
Total parcial3.011.322.892

 

Execução em 2014

No ano passado, o Ministério teve R$ 3,4 bilhões disponíveis. Mas gastou apenas R$ 1,5 bilhão. Desse total, a metade (R$ 760 milhões) foram para saldar despesas de 2013, os tais “restos a pagar”. Ou seja, em programas efetivos de 2014 o Ministério do Esporte aplicou apenas R$ 802 milhões dos R$ 3, 4 bilhões disponíveis.

Portanto, não serão R$ 400 milhões de cortes no orçamento deste ano que vão assustar. A gestão orçamentária continua sendo problema na maioria dos ministérios. E isso ocorre, também, pelo “contingenciamento”. Além do corte no orçamento vem a ordem para “não gastar”.

Uma previsão mais real do que poderá ocorrer com o dinheiro do esporte só a partir do anúncio oficial do governo. Certo é que será um ano de aperto. Mas se até a educação e saúde estão em perigo…


Rio tem estacionamento com arquibancada, inédito no mundo
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José Cruz

O RIO DE JANEIRO TEM O ÚNICO ESTACIONAMENTO PÚBLICO DO MUNDO COM ARQUIBANCADA COBERTA

O Estádio de Atletismo Célio de Barros era assim

atletismo 1

Mas, atropelado pelas exigências da Fifa e concordância do governo do Estado, na Copa 2014, o espaço ficou assim…

Celio 2

Enquanto isso…

O Ministério do Esporte investe R$ 850 milhões na construção/recuperação de pistas de atletismo, Brasil afora.

 

Crédito das imagens

Foto superior: projetojonasrj.webnode.com.br

Foto inferior: www.flickr.com

 


Golpe baixo
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José Cruz

Por Alberto Dines

Do Observatório da Imprensa

O valente jornalista Juca Kfouri, que desde a sexta-feira (15/5) está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, recuperando-se de complicações decorrentes de uma cirurgia, sofreu no domingo (17) um covarde ataque do médico & cartola Walter Feldman, atual secretário-geral da CBF, nobre e honestíssima entidade esportiva que tantas alegrias tem proporcionado ao cidadão brasileiro.

Na nobilíssima página 3 da Folha de S.Paulo – ultimamente engajada em promover disputas e fazer barulho a qualquer preço – o celebrado colunista foi atacado pelo esculápio com a clara cumplicidade do jornal, ciente de que o seu colaborador encontrava-se hospitalizado.

O texto “Paixão e rancor” é medíocre, maroto, apequenado, rasteiro, desprovido de qualquer atributo intelectual que justifique a privilegiada exposição. Juca Kfouri é um gigante do jornalismo brasileiro e não apenas do jornalismo esportivo. Nunca fugiu ao debate, enfrenta com reconhecida galhardia – e sempre com muita graça – todos os tipos de desafetos. Mas não se pode esperar que ainda na UTI tenha condições de tourear este bode enfezado.

A “nova” CBF tão ardentemente defendida pelo ex-deputado federal e servidor de tantos patrões é idêntica à velha CBF. Isto está claro. A reportagem de capa da presente edição de CartaCapital(nº 850, de 20/5), “CBF: barco furado”, denuncia exatamente este continuísmo.

A Fifa também sendo questionada, seus dirigentes deveriam estar no xilindró, mas comporta-se com um mínimo de decência. Não é este o paradigma adotado pela nova leva de cartolas nativos. O espírito mafioso persiste, intacto.

Este observador já serviu de testemunha de defesa de Juca Kfouri em vários processos e ficará honrado se convidado para novas missões. Mas não se sente habilitado a falar em nome de umexpert do porte de Juca.

Desprovido de qualquer fair-play e esportividade, Walter Feldman não perde por esperar.


A insegurança explícita dos estádios brasileiros
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José Cruz

  Em nenhum lugar do mundo poderia acontecer uma partida de futebol com tantas “armas brancas” à disposição dos torcedores

Mane-2

 Foi nessas condições que o estádio Mané Garrincha recebeu o jogo Atlético-MG 4×1 Fluminense, ontem:  bastões de ferro de uma estrutura desmontada eram um risco à integridade dos torcedores. O jogo acabou sem tumultos

Walter Guimarães, texto e fotos

Em duas rodadas do Brasileirão já foram disputadas três partidas fora das praças dos times mandantes. Mas, quem é o responsável pela segurança nesses casos? Os empresários promotores dos jogos, o governo local que cede o estádio, o clube mandante?

Pior:

Questiono especificamente sobre um estádio que sediou sete jogos da Copa-2014 e receberá outros tantos na Rio-2016. Parece ridículo falar assim, mas ridículo mesmo é o que encontrei ontem, no entorno do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

As fotos, tiradas uma hora e meia antes da partida entre Fluminense x Atlético-MG, são da desmontagem da estrutura de shows musicais realizados nos últimos dias, no estacionamento externo do Mané Garrincha. As estruturas metálicas, no chão, são verdadeiras armas.

Mane-1

Um amigo me perguntou se eu lembrava, “quando o Pacaembu estava em reformas e torcedores palmeirenses e sãopaulinos começaram a brigar?” Quem lembra bem daquele 20 de agosto de 1995 são os mais de 100 feridos e, principalmente, a família de Márcio Gasparin da Silva, um garoto de 16 anos que morreu num hospital, dez dias depois da batalha. Era a final de uma fadada Supercopa de Juniores e os torcedores utilizaram justamente entulhos da obra para se degladiarem.

Invenção

O governo federal inventou uma Secretaria Nacional do Futebol, num tal Ministério do Esporte, que está a apenas 4km do Estádio Nacional. Entre os programas da Secretaria está o “Torcida Legal”, com medidas voltadas para a segurança e conforto do torcedor. No site do ME está descrito que o programa busca soluções para promover a paz nos estádios.

Acredito que muitos “secretariados'' lotados nessa Secretaria tenham comparecido ao jogo. Mas, podem ter entrado por outros portões, talvez da área VIP, do lado oposto ao estacionamento fotografado. Essas “autoridades” não devem ter visto tais restos de desmontagem.

É bem capaz que também estivessem no estádio alguns membros das diversas comissões parlamentares que discutem o futebol brasileiro. Diversas?

Pois bem, além das comissões de esporte da Câmara e do Senado, foram criadas uma Subcomissão Permanente do Futebol Brasileiro e uma Comissão Mista que discute a MP 671, que busca entender e talvez perdoar as dívidas dos times. Aliás, na semana passada, na Comissão de Esporte da Câmara, foi debatida a “subutilização dos estádios da Copa”.

Em relação ao estádio fotografado, o secretário de turismo do DF, Jaime Recena, anunciou que já são 50 (enfatizo, cinquenta) eventos confirmados para 2015, “entre jogos de futebol e eventos culturais”.

Sempre afirmaram que tal arena seria “multiuso''. Ledo engano. Multiuso é apenas o estacionamento. Já que realizar shows “lá dentro'' é muito caro. Durante os dias úteis, o estacionamento é usado por ônibus que deveriam ser recolhidos às garagens dos concessionários do transporte público do DF. Mas, para economizar, centenas deles ficam parados, antes do horário de pico.

Bilheteria

Aliás, caro foi o estádio. O mais caro de todos os tempos. Quase R$ 2 bilhões !!! E vejam que gracinha (me desculpa Hebe Camargo) a bilheteria do Mané Garrincha são containers afastados, já que ninguém pode chegar perto do Mamute Albino.

Mane-3

Absurdo!! Aqui não culpo o projeto do arquiteto –  ou devo culpar? Acho que não. Eles nem previam que diversas secretarias do governo do DF utilizariam o estádio como sede.

Para finalizar: meus amigos do Ministério do Esporte, das comissões e subcomissões do Congresso Nacional, mexam suas bundas, antes que outras tragédias aconteçam.

Walter Guimarães é jornalista, mas aqui escreve como alguém preocupado com a vida dos torcedores 

 

 

 

 

 

 


Seleção Brasileira tem gestão criminosa
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José Cruz

A reportagem de Jamil Chade sobre o “leilão” da Seleção Brasileira, em negócios da CBF, realizados em paraísos fiscais, longe do controle da Receita Federal, poderá mudar os rumos da discussão sobre a dívida dos clubes, no Congresso Nacional.RTeixeira

O contrato que entregou à Internacional Sports Events a operação dos jogos da Seleção foi firmado nas Ilhas Cayman, a partir de 2006 (renovável até 2016), quando tinha Ricardo Teixeira ainda no comando da CBF. Os documentos apresentados na reportagem mostram que foram pagos 1,05 milhão de dólares a cada amistoso da Seleção.

Patrimônio 

Essa revelação ressuscita a tese sobre a representatividade da Seleção Brasileira, que se apresenta em nome da Nação, desfila com a Bandeira Nacional e prática o principal patrimônio esportivo do país. No entanto, a renda dessas exibições não contribui para o fortalecimento do futebol, internamente. “Clubes e federações estão quebrados'', dizem os cartolas.

Mas a reportagem desmonta o debate que se realiza no no Congresso Nacional, em torno da Medida Provisória nº 671. O vantajoso parcelamento da dívida fiscal sustenta-se no argumento da fragilidade financeira dos clubes e das federações. Amarelinha

Mas, como entender que, enquanto clubes choram pela clemência do governo, a CBF use o nosso principal produto, a Seleção Brasileira, para negócios com empresas de fachada em paraísos fiscais?

Enfim, essa matéria de Jamil Chade é mais uma valiosa peça para confirmar que o futebol nacional, produto de emoções, esconde negócios altamente suspeitos, favorecendo o enriquecimento ilícito, a evasão de divisas e a sonegação fiscal. Futebol com gestão criminosa.


Corrupção no esporte: quando teremos a operação “Os senhores dos anéis?”
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José Cruz

O Ministério Público no Paraná denunciou à Justiça Federal os primeiros quatro políticos identificados na Operação Lava-Jato, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato.

os-senhores-dos-aneis-vyv-simson-e-andrew-jennings-14819-MLB20090647457_052014-F  E no esporte, sustentado por verbas públicas, da Petrobras, inclusive, quando será deflagrada a operação “Os senhores dos anéis”? – sugestão de uma devassa, em homenagem ao jornalista Andrew Jennings, pioneiro nas denúncias de maracutais olímpicas internacionais. Sobram denúncias, com provas, de que há espertos agindo, inclusive alguns disfarçados de “executores de projetos”.

Investigações preliminares no Rio e em São Paulo mostram indícios de que não são ações isoladas, mas envolvendo empresas fantasmas para fraudar licitações. Há indícios de interligações com outras empresas de fachada e troca de influência entre parentes, que abastecem o esquema.

Os dirigentes, responsáveis pelas verbas que recebem do Ministério do Esporte ou do COB (Comitê Olímpico do Brasil), não sabem disso? O COB, sabe-se, tem controle e acesso aos gastos de toda verba da Lei Piva que libera para as confederações. E o Ministério do Esporte analisa as prestações de contas dos beneficiados por convênios.

Suspeitas

As suspeitas de fraudes com verbas públicas aumentaram com as recentes denúncias de atletas contra a CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), que pagou R$ 98 mil à empresa SB Promoções, para executar apenas 20% de um projeto, não concluído.

ary  A  SB – de Sérgio Borges, seu diretor –, com sede no Rio, tem contratos com outras entidades, como as confederações de Taekwondo, Tiro com Arco, Tiro Esportivo e os clubes Sogipa e Grêmio Náutico União, de Porto Alegre. Essa empresa também realizou os eventos da Confederação Brasileira de Vôlei – recentemente sacudida por escândalo financeiro – até 2008, ainda na presidência de Ary Graça (foto). Mas, estranhamente, a página da SB não está mais disponível na Internet.

Há outros casos com indicativos de ilegalidades com verbas públicas nas confederações de Tênis, de Basquete, de Vôlei, de Ciclismo e de Taekwondo, todos já divulgados neste espaço. Os valores são expressivos, inclusive com importação de materiais esportivos com trâmites suspeitos de ilegalidade

Operação

Por isso, uma operação do Ministério Público e da Polícia Federal, com cruzamentos de licitações e prestações de contas das confederações, com os dados das empresas executoras dos projetos, fornecedores e importadores poderia traçar o roteiro da verba pública para o esporte, e quanto da grana está ficando pelo caminho da ilegalidade.  Sem esquecer de uma eficiente varredura nas verbas públicas das estatais patrocinadoras, na Lei de Incentivo – foco de grandes enredos… – e até a Bolsa Atleta, assunto para outro artigo.

Essa investigação teria mais sucesso se os dados fossem confrontados com as prestações de contas das confederações, junto ao COB, no Ministério do Esporte e auditorias do Tribunal de Contas da União em confederações beneficiadas, onde há provas de sobra de como as emoções do esporte olímpico escondem a corrupção com o dinheiro público.


Quem ampara o atleta olímpico?
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José Cruz

A crise institucional e financeira do futebol, evidenciada pelos debates da MP 671 (dívida fiscal dos clubes), estende-se pelas demais modalidades esportivas.  dimdim

Mas há uma outras “crises”, não tão escancaradas, por enquanto, como o resultado da falta de fiscalização do dinheiro que o Ministério do Esporte entrega às confederações, para projetos emergenciais ou não. Há desperdícios reais!

Outra “crise silenciosa'', que deixou milhares ao abandono, surgiu com a extinção de programas de longo prazo. Lembram do “Segundo Tempo”? Da “Rede Cenesp”? do “Pintando a Liberdade”? do “Pintando a Cidadania”? Todos ficaram pelo caminho, mas a grana pública abasteceu o bolso de muita gente. Isso está provado em processos do Tribunal de Contas da União.

Legislação

Mesmo sendo sede olímpica, o país ainda não tem uma estrutura jurídico-desportivo confiável. A que existe gerou a Lei Pelé, entulhada por cinco grandes emendas – e vem mais uma aí –, misturando futebol com as demais modalidades.

Por exemplo: a lei diz que é “profissional” o atleta que tem vínculo empregatício com um clube. Mais adiante, a mesma lei determina que os artigos sobre “atleta profissional” são exclusivos para o futebol. Mas se nem o futebol consegue ter boas relações de trabalho com os jogadores, o que dizer das demais modalidades?

Fato real

O caso de Laís de Souza, acidentada em 2014,  é exemplo. Impossibilitada de voltar a competir, quem foi parceiro da atleta naquele momento? o clube? A federação? a confederação? O Comitê Olímpico do Brasil? Laís precisou de uma medida extrema da presidente Dilma Rousseff para socorrê-la e lhe garantir “pensão vitalícia”, porque não há previsão na lei sobre situações graves como a de Laís.

Afinal, como é a relação das entidades do esporte com seus atletas? Que garantias têm os competidores para integrar uma delegação nacional, e de quem é a responsabilidade em caso de um acidente?

Essa realidade nos coloca no amadorismo da gestão do esporte, em várias frentes, principalmente numa das mais importantes,  que trata da relação do principal patrimônio, o atleta, com o seu clube.


Na Baía Olímpica, golfinhos nadam no lixo
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José Cruz

A foto de Custódio Coimbra, de um golfinho enredado no lixo da Baía de Guanabara,  ilustra a reportagem de Joana Dale, ontem, em O Globo.

É nesse ambiente, de um dos mais lindos cartões postais do mundo, que receberemos velejadores para os Jogos Rio 2016.

A reportagem está aqui

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