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Andres Sanchez: “Na Câmara, tem mais louco que no Corinthians”
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José Cruz

“… o futebol é uma coisa à parte, porque há anos, muitos dirigentes roubaram, muitos fizeram má gestão, muitos fizeram bom;  mas, infelizmente, por problemas neste país hipócrita de imposto pra lá, imposto pra cá, e ninguém sabe o que paga, a Receita entende uma coisa, a lei manda pagar outra, os clubes foram penalizados.”

Futebol & montadoras

Em discurso emocionado de seis minutos, na Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanchez afirmou que, no Brasil, “futebol é mais importante que montadora. Disse isso para ju0002050019370_imgstificar a necessidade de o governo renegociar a dívida fiscal dos clubes, atualmente em discussão entre os políticos e o Palácio do Planalto.

Ao afirmar que é uma “pessoa um pouco sincera” e que não sabe falar em público, porque é “tímido”,  discursou em tom de desabafo, como se estivesse em mesa de bar. E fez revelação para explicar o atual momento de dificuldades da economia do futebol:

“O futebol é uma coisa à parte, porque há anos, muitos dirigentes roubaram, muitos fizeram má gestão, muitos fizeram bom, mas, infelizmente, por problemas neste país hipócrita de imposto lá, imposto pra cá, e ninguém sabe o que paga, a Receita entende uma coisa, a lei manda pagar outra, os clubes foram penalizados.”

Assim como hospitais, montadoras e outros segmentos da economia, que foram beneficiados com refinanciamentos de suas dívidas fiscais, o deputado Sanchez acredita que o futebol também deve entrar nesse rol de privilégios, “porque futebol é mais importante que montadora”, afirmou.

Mas, segundo ele, “a imprensa fica criticando essa negociação “e esquece essa porra de montadoras”, provocando risos entre os seus colegas, inclusive no presidente da Comissão de Esporte, deputado Márcio Marinho (PRB/BA\), que acabara de ser eleito para o cargo.

Desculpas

Ao final, Sanchez desculpou-se pela “sinceridade e desabafo”. E justiticou:

“Hoje, até na igreja se fala palavrão”.

Por questões técnicas ou por iniciativa do deputado Márcio Marinho, o trecho do discurso com o palavrão foi retirado da sonora, liberada pela Câmara dos Deputados.

“Coisa de louco''    

curintiaNa saída do plenário da Comissão de Esporte, Andres Sanchez foi cumprimentado pelo estudante de Ciências Sociais, o mineiro Daniel Seran, que vestia a camisa da organizada “Fiel Belo Horizonte”. Ele estava ali para abraçar o seu ídolo-gestor.

Seran pediu ao deputado que faça, na Câmara, a mesma gestão de reforma desenvolvida quando na presidência do Corinthians, “que foi a base para o Corinthians crescer”, revelou o torcedor. Ainda agitado e abraçado ao garoto , Sanchez fez um desabafo final, antes de deixar o plenário:

“É difícil. É difícil. Aqui (na Câmara) só tem louco. Tem mais louco que no Corinthians…” – afirmou, sorrindo, demonstrando o tom de brincadeira.

Presidente

O novo presidente da Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados é Márcio Marinho, que está no seu terceiro mandato parlamentar. Natural de Cabo Frio, Marinho se elegeu pelo PRB da Bahia. Pastor da Igreja Universal, chefiada pelo bispo Edir Macedo, Márcio Marinho é “radialista'' e, assim como o ministro do Esporte, George Hilton, também PRB,  é pastor da Igreja “apresentador e animador''.


Romário assume presidência da Comissão de Educação, Cultura e Desporto
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José Cruz

O senador Romário assumirá nesta quarta-feira a presidência da Comissão de Educação, Cultura e Desporto (CECD) do Senado Federal. romario

Prestigiado pelos 4,6 milhões de votos na eleição de 2014, Romário age na política como nos tempos em que se posicionava na área para se tornar o artilheiro do time: vai para o ataque. Ao chegar ao Senado, em 1º de fevereiro, tratou de conversar com as lideranças de seu partido, parlamentares com os quais já mantinha relações políticas  desde a Câmara dos Deputados, e foi ao presidente da casa, Renan Calheiros.

Foi assim que o “Baixinho” conquistou para o PSB a disputada Comissão de Educação, Cultura e Desporto, habilitando-se a ocupar a presidência, por dois anos.

“Esta é vantagem da comissão no Senado, mandato de dois anos, enquanto na Câmara era apenas um. O prazo mais longo é propício para se desenvolver bons debates e proposições sobre os temas da Comissão”, disse o senador.

Como deputado federal (2011/2014), Romário já demonstrava independência nas suas atitudes de parlamentar, mesmo sem deixar de seguir as regras do partido. Na Câmara também foi presidente da Comissão de Esporte, quando protagonizou bons debates com colegas que integravam a Bancada da Bola e defensores da CBF.

Caso Romário se candidate à Prefeitura do Rio de Janeiro, na eleição do ano que vem, a presidência de uma Comissão no Senado é oportuna neste momento, pois garante boa visibilidade na  mídia, principalmente porque ali estão concentrados temas de grande apelo e debate nacionais.


Confederações precisam de profissionais na gestão de verbas públicas
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José Cruz

O episódio da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE), obrigada a devolver R$ 825 mil ao Ministério do Esporte, verba de convênio, exibe uma novidade no debate do setor: a gestão administrativa-financeira das entidades esportivas.

Com o crescimento de liberação de verbas por convênios, incentivado pelo Plano Brasil Medalhas, os cartolas foram pegos sem estrutura em  suas confederações, mostraram-se desconhecedores da legislação e passaram a enfrentar uma burocracia própria da gestão da verba pública.

“Há um aprendizado com os recursos públicos liberados pelo Siconv, que é uma verba de uso transparente”. Este novo momento exigiu especialistas na gestão da verba para projetos esportivos”, explicou o secretário-executivo do Ministério do Esporte , Ricardo Leyser Gonçalves. leyser

O Siconv (Sistema de Gestão de Convênios) foi criado em 2007, exigindo dos beneficiados estrutura para melhor aplicar as verbas recebidas. “É preciso saber operar os recursos públicos, ter pessoas que entendam de compras, de licitação, de prestações de contas etc”, disse o secretário.

Sugestão

Por isso, o Ministério do Esporte “sugere” às confederações a contratação de escritórios especializados, para o melhor aproveitamento do dinheiro disponibilizado. Para pagar esses serviços, os convênios permitem o uso de até 15% do valor liberado. São as chamadas “despesas administrativas”.

“Mas o Ministério não exige que se contrate esta ou aquela empresa. Apenas sugerimos, para que a execução do convênio tenha gestão profissional”, disse o secretário.

Na avaliação de Leyser, o Comitê Paraolímpico (CPB) é referência neste trabalho,  assim como a Confederação de Judô ou outras, menores, como a de Pentatlo Moderno.

Enquanto isso…

essas exigências assustam alguns gestores. Jorge Rosa, presidente da Confederação de Tênis, que já foi flagrado em prestação de contas irregular com verba da Lei de Incentivo, recusa-se a novos convênios, devido o rigor na aplicação das verbas. Na incompetência do gestor o atleta fica no prejuízo, está claro.

A Confederação de Remo, por sua vez, também não apresenta projetos e está fora desse benefício. Indagada sobre os motivos desse desinteresse, a direção do Remo não se manifestou.

Para saber mais

SICONV é o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse. O SICONV bem como o Portal de Convênios – www.convenios.gov.br - foram  instituídos pelo Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, alterado pelo Decreto nº 6.329, de 27 de dezembro de 2007, que dispõe sobre as normas relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse. Esse decreto determina que a celebração, a liberação de recursos, o acompanhamento da execução e a prestação de contas dos convênios sejam registrados no SICONV.


Esgrimistas se solidarizam a Élora Ugo e criam movimento nas redes sociais
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José Cruz

A esgrimista Élora Ugo não está sozinha na luta pacifica contra a ditadura dos cartolas. Mesmo em crise,  atletas da esgrima seguem exemplo dos jogadores de vôlei – no escândalo que envolveu o ex-presidente Ari Graça – , manifestam-se e criam o movimento #Estamos com Élora

Em desabafo público, por ter sido prejudicada em seu treinamento aos Jogos Rio 2016, Élora recebeu, durante evento no Rio de Janeiro, manifestação de colegas de vários clubes, de diferentes categorias,  de jovens esgrimistas e de atletas de gerações passadas, que honraram esse esporte. 

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Hoje, a Associação Brasileira de Esgrimistas divulgará documento, com assinaturas de atletas, apresentando sugestões e pedindo diálogo com a CBE. Roberto Lazzarini, um dos nossos maiores esgrimistas, olímpico em 1988 e 1992, ainda jogando em alto nível pelo Esporte Clube Pinheiros, também subscreveu o documento.

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As fotos publicadas nas redes sociais inauguram novos tempos no esporte. São atletas se expondo, sem medo de retaliações e fortalecendo a Associação Brasileira de Esgrimistas  

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Essas fotos contrariam a expectativa da CBE, de que “Élora está sozinha nessa hitória''. Não está. 


Nota oficial da Confederação de Esgrima
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José Cruz

Da Confederação Brasileira de Esgrima recebi esta

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Após tomar conhecimento de matéria veiculada em alguns órgãos de imprensa e declarações de atleta narrando as suas dificuldades pessoais objetivando a equipe olímpica de esgrima de 2016, a CBR presta os esclarecimentos necessários e solicita a publicação, como determina a lei de imprensa, naqueles órgãos que publicaram as denúncias:

Todos os atuais dirigentes da esgrima se originam do meio esportivo da modalidade, conciliando as suas atividades profissionais e a administração do nosso desportono exercício do cargo que nos foi confiado.

Quanto à vida financeira da CBE, hoje a Confederação Brasileira de Esgrima possui duas fontes de recursos: uma oriunda da Lei Agnelo Piva, tendo recebido entre as cotas distribuídas neste ano pelo órgão gestor a menor delas ; e a segunda oriunda de patrocínio direto.

De posse dos créditos dos recursos da Lei Agnelo Piva (e não numerário) e do patrocínio, elaboramos projeto de trabalho com um calendário anual de participação em competições, organização de competições nacionais e internacionais e participação em “campings trainings”, priorizando em razão dos recursos disponibilizados aqueles atletas que poderão contar com parte destes recursos. Tal decisão não tem origem paternalista e a convocação da equipe representativa da esgrima brasileira se dá em função de um ranking nacional, cujas regras são previamente discutidas e divulgadas entre os Clubes filiados, antes de validarmos e adotarmos tais critérios.

Algumas competições têm que ser priorizadas haja vista que os resultados nelas obtidos traduzem em uma melhor participação nas cotas orçamentárias distribuídas pelo Comitê Olímpico, ou seja temos que ter resultados. Importante informar que os recursos disponibilizados pelo COB para as Confederações não são disponibilizados em sua totalidade. Na verdade nós temos o crédito e não o numerário. Este vai sendo liberado após apresentarmos o projeto específico para cada evento programado (constante em nosso calendário anual) e o projeto seguinte só é liberado se não houver pendências anteriores nas prestações de contas da ação anteriormente realizada.

Desta forma, vamos executando as nossas atividades planejadas/ programadas e tenham certeza, por parte da esgrima, com bastante critério. Como informação, para desenvolvermos essas ações, a Confederação Brasileira de Esgrima conta com o trabalho de oito funcionários contratados regularmente, o que demanda obrigações trabalhistas e fiscais e suas despesas administrativas comprometem mais de 30% do nosso já reduzido orçamento anual, oriundo da Lei Agnelo/Piva.

Outra fonte de recursos recentemente conquistada pela CBE foi o de patrocínio. Assim, convocamos a nossa equipe permanente, composta por atletas adultos e juvenis (os recursos só podem ser aplicados nesta equipe convocada), montamos o planejamento técnico de participação em competições e campings de treinamento e, neste momento, prioritariamente com foco nos próximos jogos Pan americanos/2015 e nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Do exposto, e norteados pelas restrições e limitações orçamentárias, temos que dar prioridade para as competições que julgamos de maior relevância, bem como temos que priorizar as convocações dos atletas que participarão de um determinado evento, baseados evidentemente, nos critérios estabelecidos(ranking) e como informado anteriormente, amplamente discutido com as Federações e Entidades Desportivas filiadas. Importante informar, também, que todas as nossas ações sempre são informadas com a devida antecedência e quanto aos recursos que utilizamos, todas as nossas ações são auditadas e submetidas à aprovação das entidades de fomento (COB e patrocinadora).

Como curiosidade e com vistas aos JO Rio 2016, hoje a base de nossa equipe principal em relação à faixa etária gira em torno dos 27 anos, ou seja, a esgrima brasileira tem um elenco de jovens desportistas de alto rendimento bem jovem para a nossa modalidade. Assim, a nossa necessidade hoje é dar a oportunidade para que estes jovens talentos adquiram muita experiência internacional. Quando priorizamos a equipe principal, não estamos descartando os atletas das categorias de base como os juvenis,já que muitos destes expoentes integram a equipe principal.

Mesmo tendo que priorizar os recursos para uma parcela dos esgrimistas expoentes, procuramos incentivar a participação dos demais esgrimistas nas diversificadas competições internacionais, notadamente os juvenis.

Através de um documento chamado termo de intenção de participação em competições internacionais os demais esgrimistas que não foram convocados para comporem uma equipe representativa em alguma competição internacional programada encaminham o documento para a CBE no qual afirmam tacitamente terem disponibilizados os recursos necessários, apoio técnico e uniformização para participarem da competição requerida.

Do exposto, a CBE sentiu a necessidade de expedir a presente nota informativa a fim de esclarecer que temos ciência de existir em todos os campos (esportivos, econômicos, políticos etc.) irresponsabilidades administrativas e financeiras na gestão da coisa pública e que, com certeza, devem ser investigadas. Mas não podemos concordar que uma contrariedade pessoal seja disseminada de forma generalizada e leviana, com interesse meramente individual, atingindo de forma pluralizada a moral de pessoas que hoje são responsáveis pela condução do esporte, no caso particular da esgrima brasileira.

Recentemente fomos levianamente “taxados” de corruptos de forma totalmente irresponsável e posteriormente de mau gestores, na qual inclusive um jornalista sugere intervenção na instituição em razão do mau uso de verba pública.

Em relação ao assunto levantado no blog do jornalista Jose Cruz, do UOL, esclarecemos que: o Ministério do Esporte publicou Chamada Pública para que os interessados se habilitassem aos recursos disponíveis por meio dos respectivos projetos, o que evidentemente o fizemos. Entramos com toda documentação requerida, as devidas certidões e o respectivo projeto no dia 07 de setembro de 2012, com assinatura do documento no ME em 31 de dezembro de 2012, cujo desembolso estava previsto para o mesmo mês de dezembro, o que não ocorreu. Seguindo os trâmites administrativos decorrentes, o nosso projeto foi publicado no dia 11 de janeiro no Diário Oficial da União, com os recursos liberados em 07 de fevereiro de 2013.

Para que a CBE pudesse movimentar os recursos liberados, por determinação do ME, além da abertura da conta junto à instituição financeira, tivemos que habilitar o projeto a fim de operacionalizar a conta através do sistema Ordem Bancária de Transferência Voluntária – OBTV, o que demandou muito mais tempo, só disponibilizando, efetivamente, os recursos em agosto de 2013. Fica a pergunta: qual a nossa responsabilidade direta nos fatos acima elencados, que praticamente inviabilizaram todo o nosso projeto, se em todos estes fatos nós não demos causa? Nenhuma. Por essa razão estamos sendo “taxados” de incompetentes?

É muito fácil criticar, principalmente sem odevido conhecimento de causa. Pelo exposto, pode-se observar que a CBE fez a sua parte. Entretanto, só pudemos iniciar a execução do projeto passado quase um ano de sua proposição, comprometento todo o planejamento original, sem que para isto a nossa instituição tenha dado causa. Estes são os fatos !!!

Ratificamos : entre a entrada de nossa proposta e a efetiva liberação dos recursos, lamentavelmente, transcorreram  muitos meses e dentre estes meses já havia a previsão da participação de nossa equipe em muitas das competições internacionais que evidentemente não puderam ser realizadas. Assim, executamos aquelas que foram possíveis, constantes do projeto original.

Além desse fato alguns outros ocorreram durante a execução do projeto como por exemplo, ente outros: quando da elaboração do projeto, alguns esgrimistas estavam residindo em uma determinada cidade do exterior e quando da execução de uma destas competições que envolvia os atletas, estes já não se encontravam na cidade original, ou haviam retornado para o Brasil; cidade onde havia a previsão da realização de “camping training se encontrava em guerra, como foi o caso da Ucrânia,  em guerra ainda hoje;antecipação da data de início do calendário internacional da Federação Internacional de Esgrima, etc. Novamente tais fatos impactaram na execução do todo o proposto.

Por obrigação constante na chamada pública, tivemos que solicitar aditamento ao projeto original, com novas alterações, solicitações estas que obrigatoriamente tiveram que ser submetidas ao ME, com novos prazos, novas autorizações de utilização dos recursos que demandaram tempo e novamente impactaram na execução de várias competições.

O instrumento celebrado se encerraria em fevereiro próximo passado, mais precisamente no dia 16, ou seja, havia a posibilidade de solicitarmos, dentro do prazo, novo aditamento, nossa intenção. Entretanto, em razão de termos de repetir todo o processo e com possível não cumprimento de algumas das ações propostas, no dia reunião no dia 05/02 (quinta-feira), às 17h00min, estivemos presentes na Snear, em reunião com integrantes daquele Álto Órgão para tratarmos do assunto.

Nesta reunião, foi levantada a hipótese de caso não fosse possível executar todo o objeto do Convênio, mesmo não tendo a Confederação dado causa aos fatos acima elencados, de termos que devolver todo o recurso disponibilizado.

Diante desta possibilidade, por cautela jurídica e pelo fato de a Confederação já ter vivido experiência anterior em gestões passadas, devolvendo recursos de projetos já auditados e aprovados (mais de dez anos), decidimos pela finalização do projeto em lide, comunicando oficialmente nessa reunião a nossa decisão.

Evidentemente, o que vem sendo publicado em alguns órgãos da imprensa, por qualquer razão que ultrapassam o nosso conhecimento e entendimento, não materializam os reais fatos acima expostos, obviamente repassando para o público em geral a imagem de irresponsabilidade e mesmo de incapacidade de gestão.

Nesta esteira, surgiram alguns boatos maldosos em relação à empresa contratada para a realização deste projeto. A contratação da empresa SB Promoções foi realizada, oriunda de procedimento de tomada de preços realizada pela CBE, e de pleno conhecimento do ME. Os pagamentos a essa empresa estão previstos na regulamentação do Convênio firmado com aquele alto órgão, bem como previstos na legislação que trata das Chamadas públicas.

Esta empresa é uma das tantas credenciadas pelo ME, e possui diversos contratos com outras entidades (clubes esportivos, federações, confederações, etc) com o mesmo ou similar objeto, qual seja, “…recebimento de documentos para o projeto, classificação contábil dos documentos, monitoramento do andamento do projeto, prestação de contas, logística de embarque de toda a comissão, assessoramento na aquisição de passagens e reservas de hotéis e análisedas propostas de fornecedores e sua idoneidade…'', e tal contratação não reflete qualquer incapacidade por parte da contratante e sim a utilização dos serviços de uma empresa devidamente habilitada, prática esta usualmente utilizada pela maioria das Confederações e Clubes nacionais.

Foram pagos à SB Promoções o valor total de R$ 98.400,00 em oito parcelas de R$ 12.300,00. Tais informações são públicas, e constam no SICONV.

Quanto à SB Promoções pertencer a pessoas que integram a diretoria da CBE, tal informação é absurdamente inverídica!!! Trata-se, ao nosso ver, de mais uma “caça às bruxas”, muito pertinente e oportuna aos críticos de plantão.

Do exposto, a Confederação Brasileira de Esgrima se reserva ao direito de não mais voltar a este assunto por considerar o mesmo já suficientemente esclarecido.

Quanto à atleta e seu depoimento rancoroso” em rede social, encaminho o segundo anexo (senha esgrima) que comprova que mesmo a esgrimista se encontrando em quarto lugar no ranking internacional e segunda no nacional, obteve sim apoio financeiro da Confederação e, ainda, o fornecimento de todo o equipamento de competição e treino que havíamos adquirido oportunamente. A esgrimista, inclusive, integrou por um certo tempo a equipe permanente de nossa Instituição e, consequentemente, sendo apoiada, inclusive financeiramente (documentos comprobatórios em arquivo), lógico, recurso este sempre julgado insuficiente por parte de quem recebe.

Mesmo tentando entender a sua mágoa,não podemos aceitar/concordar com as suas graves acusações, de corrupção, má utilização dos recursos públicos e discriminação técnica, entre outras colocações postadas em redes sociais, sob pena de nos reservarmos o direito de buscarmos as legítimas reparações, judicialmente.

Importante ratificar que a equipe permanente da CBE não tem nome e sim critérios de seleção amplamente divulgados com a devida antecedência para as Federações Filiadas e para as Entidades de Pratica Desportiva. Evidente que qualquer esgrimista que atinja os índices estabelecidos e os demais regramentos e prioridades passa a integrar a nossa equipe permanente. Tais regramentos encontram-se publicados em nosso site.

Atencioamente

Gerli dos Santos

Presidente da Confederação Brasileira de Esgrima

 

 

 

 

 

 

 


Esgrimistas silenciam no escândalo que prejudicou a própria modalidade
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José Cruz

Uma coisa são as explicações da diretoria da Confederação de Esgrima (CBE) ao desabafo da atleta Élora Ugo, que saiu equipe pré-olímpica. Outra é o intrigante silêncio na comunidade do esporte, como se nada de anormal tivesse ocorrido em desastrosa gestão de verbas públicas, exercida em nome dos atletas.

Inicialmente, que não se espere nada do COB. O silêncio olímpico é estratégico. Foi assim em outros escândalos, do vôlei, basquete, tênis…
Mas a comunidade da esgrima, o que diz da colega que “cansou de engolir mentiras” de dirigentes que deveriam zelar pela carreira dos atletas? Nada? Nada!

Até 2003, “faltava apoio, faltava verba”. E agora, o que dizer dos que devolvem dinheiro, porque não foram capazes de executar um projeto em dois anos, prejudicando os que estão em preparação aos Jogos do Rio de Janeiro?

A nota da Confederação de Esgrima, que comentarei na próxima semana, é frágil na maioria dos pontos. E confirma a tese de que sua direção opera nas horas de folga ou no fim de seus expedientes profissionais. Incentivados, claro, pela possibilidade de contratar especialistas, como ocorreu, e, mesmo assim, de forma fracassada, pois a perda foi de quase R$ 1 milhão!

Assim como as confederações de Vôlei, de Basquete, de Tênis, etc a de esgrima será apenas mais uma a ilustrar a história da nossa ainda amadora administração esportiva.

Até o dia em que os atletas se convençam de que sem eles não se faz esporte. Sem atleta a estrutura desmorona! Portanto, a solução para essa desordem em meio à fartura financeira está na voz exclusiva dos competidores. Élora deu o primeiro grito e escancarou a porta…


Governo paga R$ 98 mil para empresa executar só 25% de projetos da esgrima
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José Cruz

A empresa SB Promoções recebeu R$ 98.400,00 da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE) para executar projeto, que teve apenas 25% de suas metas concluídas. A verba total liberada – R$ 1,1 milhão –, em 2013 é do Plano Brasil Medalhas, do Ministério do Esporte.

Conforme divulgado neste blog, a CBE devolverá ao governo os R$ 825 mil não aplicados, por não cumprir, em dois anos, o projeto de treinamento de atletas, entre outras metas da esgrima para os Jogos Rio 2016.

A SB Promoções, com sede no Rio de Janeiro, recebeu oito parcelas de R$ 12.300, totalizando R$ 98.400,00.

Segundo a Confederação de Esgrima, “Os pagamentos a essa empresa estão previstos no Convênio firmado com o Ministério do Esporte, bem como previstos na legislação que trata das Chamadas Públicas.”

Justificativa

Da direção da CBE recebi a seguinte justificativa:

“A SB é uma das tantas credenciadas pelo Ministério do Esporte, e possui contratos com outras entidades (clubes esportivos, federações, confederações, etc) com o mesmo ou similar objeto, qual seja, “…recebimento de documentos para o projeto, classificação contábil dos documentos, monitoramento do andamento do projeto, prestação de contas, logística de embarque de toda a comissão, assessorar na aquisição de passagens e reservas de hotéis e analisar as propostas de fornecedores e sua idoneidade…''.

Avaliação

A CBE tem apenas três federações filiadas (divulguei quatro, mas a de São Paulo não está legalizada). A direção exerce suas atribuições nas horas de folga, está claro. Por isso, precisa de assessoria externa para executar seus projetos.

Mesmo assim, a Confederação de Esgrima e a SB, no caso, não conseguiram enviar a equipe olímpica de esgrimistas para treinamentos na Europa. E não é por falta de experiência, porque a Confederação de Vôlei também é cliente da SB Promoções.

Como ocorreu com a Confederação Brasileira de Tênis, que há três anos fraudou R$ 440 mil numa prestação de contas ao Ministério do Esporte, a Confederação de Esgrima falha na gestão do dinheiro público, a ponto de devolver a 75% do R$ 1,1 milhão recebido, em evidente prejuízo para os atletas, principalmente.

Está cada vez mais claro que não falta dinheiro ao esporte, mas gestores eficientes e comprometidos com as metas dos atletas, razão de ser de todo o sistema.Boa pedida para os auditores do Tribunal de Contas da União, que estão em campo investigando como os gestores particulares gastam o dinheiro público do esporte.


Esgrimista abandona o esporte e acusa Confederação por falta de apoio
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José Cruz

A 15 meses da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Brasil perde a segunda esgrimista do ranking nacional de sabre, Élora Ugo, que decidiu se afastar das competições oficiais e equipe que treinava para a Olimpíada. Atleta da Academia Paulista de Esgrima, Élora, de 29 anos, foi a primeira brasileira a conquistar medalha em Campeonato Mundial da modalidade, prata em 2003, categoria cadete.

A decisão da esgrimista de expor suas críticas, raramente observada entre atletas, foi em depoimento de forte emoção, divulgado nas redes sociais, neste link.

Ironicamente, enquanto Élora toma essa decisão, alegando “falta de patrocínio para seus treinamentos, a CBE (Confederação Brasileira de Esgrima) é intimada a devolver R$ 825 mil ao Ministério do Esporte. O dinheiro se destinava ao treinamento de atletas na Europa, como parte do programa de metas olímpicas do Brasil. Porém, dois anos depois de ter recebido a verba oficial (R$ 1,1 milhão), a CBE não deu conta de executar o projeto.

Em contato com o blog, Élora declarou: Ugo

“No final do ano passado, falei ao Ricardo (Ricardo Machado, vce-presidente da CBE) sobre minha intenção de deixar as competições por falta de recursos financeiros e apoio da CBE. Ele disse que, lamentavelmente, não havia dinheiro para todos os atletas”.

Justificativa

Da Confederação Brasileira de Esgrima recebi a seguinte manifestação sobre o assunto:

“No que diz respeito aos alegados comentários da atleta Élora Ugo em redes sociais, reservamo-nos o direito de não nos manifestarmos. Essa polêmica não nos interessa, tampouco precisamos nos defender. Apenas, solicitamos ao prezado jornalista que busque informações junto ao clube desta atleta, Academia Paulista de Esgrima, para saber se a CBE vem ou não dando apoio aos atletas que apresentam resultados de relevo (competições da FIE – Federação Internacional de Esgrima).”


Esgrima, com apenas quatro filiadas, escancara amadorismo olímpico
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José Cruz

Confederação Brasileira de Esgrima tem apenas quatro federações filiadas e, mesmo assim, o planejamento foge ao seu controle, a ponto de não conseguir executar, em dois anos, projeto de treinamento de atletas que se preparam para os Jogos Rio 2016 

Mas, a  má gestão da verba pública para o esporte não é exclusividade da direção da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), como publiquei ontem. As confederações de Tênis, de Vôlei, Basquete, enfim, já demonstraram que também são ineficientes e, em alguns casos, negligentes no uso de verbas. O próprio Ministério do Esporte deixou mofar, durante três anos, dinheiro para o treinamento de jovens atletas, via Confederação de Clubes, enquanto muitos acabaram abandonando a oportunidade da carreira esportiva.

Explicações

Há enganos que precisam ser reparados nas justificativas da direção da CBE, encaminhadas ao blog, sobre a devolução de quase R$ 1 milhão ao Ministério do Esporte. Por exemplo, sobre as mudança de datas em eventos internacionais, que teriam exigido aprovação de novo plano junto ao Ministério do Esporte. Na verdade, nenhuma das competições previstas no projeto original sofreu alteração de data.

Segundo a presidência da CBE, “O esporte de rendimento exige, por sua própria natureza, enorme dinamismo, ou seja, os planejamentos elaborados sofrem, na medida do tempo, ajustes, adaptações, alterações, dentre outras, de acordo com situações que escapam de nosso controle.”

Trata-se de uma modalidade gestora de apenas quatro federações: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Mesmo assim, com representatividade inexpressiva, o planejamento “foge ao controle” da direção da CBE?

Quando o gestor mostra-se incapaz para administrar recursos públicos é sinal que precisa de urgente mudança, para não dizer intervenção. Quantas outras confederações estão nessa situação?

E nada vai acontecer diante dessa omissão. Nem por ação do Ministério do Esporte – de quem não se pode esperar muito, mesmo –  nem dos atletas ou técnicos, eternamente omissos na disputa contra o cartola inoperante.

A propósito, a Confederação de Esgrima é a mesma que, patrocinada pela Petrobras, vende uniformes  aos seus atletas para que exibam a marca da estatal.

 

 


Esgrima devolverá verba destinada ao treinamento de atletas olímpicos
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José Cruz

Dois anos depois de ter recebido R$ 1,1 milhão para treinar atletas rumo aos Jogos Rio 2016, a CBE (Confederação Brasileira de Esgrima) terá que devolver cerca de R$ 825 mil aos cofres públicos, porque executou apenas 25% do plano firmado com o Ministério do Esporte, em 2013

O dinheiro financiaria o treinamento de nove esgrimistas, na Itália e na Ucrânia, durante oito meses, com participações em eventos internacionais, para aprimoramento técnico. A verba liberada através de convênio é do Plano Brasil Medalhas, do governo federal, que montou estratégia para colocar o país no top 10 dos países olímpicos, nos Jogos Rio 2016. esgrima

Conforme as normas de convênios públicos, a verba liberada para a CBE teria que ser aplicada até janeiro de 2014, o que não ocorreu. A CBE obteve prorrogação por um ano, alegando dificuldades operacionais para executar o plano (veja justificativas a seguir). A nova data esgotou-se em 16 de fevereiro último e, de novo, as “dificuldades operacionais” impediram o cumprimento das metas.

Novo apelo foi feito pela CBE ao Ministério do Esporte que, ao negar, pediu “esclarecimentos pela não execução de quase 75% do recurso disponibilizado” e alertou:

“… prorrogação de convênios não pode servir para acobertar falhas ou atrasos injustificáveis na execução do objeto, o que deve ser objeto de análise por parte da área técnica competente. Mais do que isso, deve haver uma relação de proporcionalidade entre o prazo de prorrogação e a justificativa apresentada”.

Conforme dados do Siconv – sistema de acompanhamento de convênios do governo federal –, a CBE gastou somente R$ 104.787,99 em viagens de atletas, para competições.  Isso depois de dois anos que os recursos foram para sua conta corrente.

Esta não é a primeira vez que a CBE, patrocinada pela Petrobras, deixa de executar um convênio com o Ministério do Esporte e é obrigada a devolver recursos financeiros.

No convênio 761.299/2011, de dezembro de 2011 foram liberados R$ 1.320.720,00, com prazo de execução até abril de 2013. Ao final, a CBE devolveu R$ 163.402,56. Motivo: faltou comprar o material  (seis pista completas com aparelhos, armas, roupas e sacos d´armas). Essa falha ocorreu mesmo considerando que apenas uma empresa opera com esse material no Brasil, o que isentaria a CBE de realizar licitação.

Justificativa

A justificativa da CBE é a seguinte:

O esporte de rendimento exige, por sua própria natureza, enorme dinamismo, ou seja, os planejamentos elaborados sofrem, na medida do tempo, ajustes, adaptações, alterações, dentre outras, de acordo com situações que escapam de nosso controle. E tais ajustes ou alterações do planejamento anteriormente aprovado pelo Ministério do Esporte, por força da legislação, necessitam ser encaminhado novamente ao Ministério do Esporte, passarem por análise desse alto órgão, submetendo-os a um Comitê de aprovação para, finalmente, ser aprovado ou não.

 Ocorre que, entre os necessários ajustes de planejamento e a sua aprovação final decorre um largo espaço de tempo e, por diversas vezes, não é mais possível executar o solicitado. Veja: competições internacionais sofrem alteração de data e ate mesmo de local (cidade ou país), atletas que deveriam viajar partindo de um local já não mais estão nesse local planejado por motivos vários (alteração de domicílio de treinamento, por exemplo), um determinado país entra em “guerra” civil ou militar (Ucrânia), etc. Assim, toda e qualquer dessas ocorrências necessitam ser autorizadas pelo Ministério do Esporte para uma nova execução e, quando tal autorização é dada, essas via de regra ocorrem tardiamente, obrigando a novas alterações de planejamento.

Ressaltamos que muitas das alterações de planejamento  ocorridas independeram da CBE. Portanto, e por experiências passadas, a CBE decidiu encerrar esse objeto no formato em que foi elaborado, devolver os recursos não utilizados ao Ministério do Esporte, prestar contas  e aguardar nova Chamada Pública que possua um objeto viável para os nossos interesses e características próprias.”

 Nota do blog

Na verdade, não foi a CBE que “decidiu encerrar esse objeto no formado em que foi elaborado e devolver os recursos não utilizados”. A CBE pediu, já fora do prazo regulamentar, prorrogação do convênio até fevereiro de 2016, porém sem sucesso, motivando a medida extrema do Ministério do Esporte.

Para saber mais:

http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2015/02/atletas-da-esgrima-pagam-para-exibir-marca-da-patrocinadora/

 

http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2015/02/presidente-da-confederacao-de-esgrima-contesta-denuncia-de-atletas/