Blog do José Cruz

Ministério do Esporte esvazia cargos técnicos para contemplar amigos de fé
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José Cruz

André Arantes e Ricardo Avellar são as novas baixas no que resta de qualidade técnica no Ministério do Esporte. Funcionários há mais de dez anos, eles deixaram a pasta do ministro George Hilton. As vagas irão para o PRB, partido do ministro, e fiéis da Igreja Universal, que o acolhe. As nomeações são frequentes, conforme registros no Diário Oficial da União. Repete-se, neste início de novo governo, a antiga prática nas relações entre os governos e os partidos políticos, que seguem os princípios de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe” … tome o ministério e me dê os votos de sua bancada. Como George Hilton sabe rezar muito bem, leva vantagem, claro.  

atleta-na-escola   André Arantes, ex-triatleta, formado em educação física, fazia doutorado em “desporto escolar”, na Universidade do Porto, Portugal. Mesmo com  conhecimentos para oferecer aos projetos do esporte, como “Atleta na Escola'', ele foi detonado. Vinculado ao PCdoB, Arantes era remanescente da época em que esse partido dirigiu o Ministério, entre 2003 e 2014. Ricardo Avellar era ‎Diretor de Esporte de Alto Rendimento. Deverá ir para a Confederação Brasileira de Clubes.

Com o esvaziamento que promove, George Hilton lota as secretarias de Alto Rendimento e a de Esporte, Lazer e Inclusão Social, principalmente, com coordenadores leigos, sem condições de diálogo com o quadro técnico, que carrega o piano. A gestão pública do esporte continua amadora e retrocedendo de forma triste e caótica.

Repeteco

Hilton repete Orlando Silva, quando ministro do Esporte. Ele dispensava os petistas que estavam no Ministério para abrigar filiados do seu partido, o PCdoB.  O atual ministro manda embora os comunistas e chama os amigos de fé e de oração.

Esse desequilíbrio funcional ocorre no momento em que o Ministério apresenta o “Diagnóstico do Esporte”, uma das bússolas para o novo “Sistema Nacional do Esporte”, em discussão numa comissão especial.

Ironicamente, “Diagnóstico'' e “Sistema'' envolvem servidores vinculados ao PCdoB, inatingíveis nas demissões. Esses, ainda são indispensáveis aos objetivos de George Hilton, que é o de ter algo de efetivo para apresentar, para dizer, pois é um leigo no setor. Sem esses especialistas na gestão do esporte o ministério se tornaria um grande centro de orações.


Justiça confirma corrupção no Segundo Tempo, que derrubou ministro
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José Cruz

A decisão da Justiça Federal tornando indisponível os bens imóveis de 20 pessoas físicas e jurídicas, entre elas a ex-jogadora de basquete, Karina Valéria Rodrigues, executora do programa Segundo Tempo, em Jaguariúna, São Paulo, é o ponto final de uma denúncia de corrupção feita em 2009

Orlando-silva

Os sucessivos escândalos no Segundo Tempo provocaram a demissão do então ministro do Esporte, Orlando Silva (foto), hoje deputado federal pelo PCdoB, coincidentemente o mesmo partido da ex-vereadora Karina. Ministério Público de São Paulo, que iniciou a ação, estima prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos

Início

Segundo levantamento da ONG Contas Abertas a entidade Bola pra Frente (depois Pra Frente Brasil), dirigida por Karina, recebeu R$ 8,5 milhões do Ministério do Esporte, entre 2008 e 2009. O valor chamou atenção de Gil Castello Branco, diretor do Contas, porque superava o que entidades de 12 estados, somadas, receberam para realizar o Segundo Tempo.

Mesmo depois da denúncia de suspeitas de irregularidades, Orlando Silva liberou mais nove convênios para a Bola pra Frente, totalizando R$ 25 milhões. O programa Segundo Tempo dirigido por Karina abrangia várias cidades da região de Campinas.

Conclusões

Agora, seis anos depois da denúncia, a Justiça, acatou as conclusões do Ministério Público e investigações da Polícia Federal, que apontaram para vários tipos de fraudes na execução do  Segundo Tempo. Por exemplo, as licitações para a compra de material esportivo e lanches para as crianças eram direcionadas para empresas de fachada. Em decorrência, as compras não eram entregues nas quantidades pagas, e a diferença em dinheiro era desviada. Já os monitores eram fantasmas e o pagamento dos salários era feito em nome dos próprios réus ou pessoas próximas.

Além disso, foram identificadas matrículas de participantes do programa em número bem menor aos indicados ao Ministério do Esporte para firmar os convênios e receber os recursos. Corrigidas, as devoluções chegam a R$ 13,5 milhões.  Desde as primeiras denúncias Karina Rodrigues negou as irregularidades.

Para saber mais

http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2013/01/policia-federal-identifica-fraudes-no-segundo-tempo-nove-sao-indiciados/

 

http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2014/11/corrupcao-no-ministerio-do-esporte-nao-ficou-no-esquecimento/ 

 


Futebol & política
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José Cruz

Nunca ninguém bateu pênalti tão mal com tamanha perfeição. Executaram tão bem as péssimas cobranças que só podem ter ensaiado tudo muito bem

Sérgio Siqueira

Jornalista

O futebol imita a política… Ou, a CBF imita o governo… Ou, assim como no social, o esporte pisa na bola… Ou, lá se vai o Brasil descendo a ladeira.

Nunca antes na história desse país o futebol da Copa América foi para os brasileiros tão Copa das Copas.

O que é de ruim e o que não deve fazer, o brasileiro aprende logo. Ninguém faz tão bem o que faz mal quanto esse Brasil da Silva.

bola murcha

BRASIL DA SILVA 1 x 1 PARAGUAI
Nem há o que contar. Em todo caso, sempre há o que maldizer…

Aos 15 minutos do primeiro tempo, gol de Robinho. Golzinho, de chapinha, devagarinho, golzinho do Robinho, penúltimozinho romanticãozinho do nosso futebolzinho. Que bonitinho.

E pronto, acabou o nosso joguinho.

Pero no mucho. Havia o Paraguai. O brutal e mastodôntico Paraguai.

Aos 26 minutos do segundo período, golaço. Verdadeira obra de arte guarani; uma coisa nunca vista: gol de pênalti. Acho até que o paraguaio bateu de bicanca. Era dia de índio.

A decisão foi para as penas máximas. Ah, se essas penas máximas fossem no Paraná… Pena que as penas eram embaixo das traves lá do Chile, não eram sob a Vara de Curitiba. Pena.

E a tragédia da Alemanha quase se repetiu na cobrança alternada de penalidades máximas. Quase levamos 5 a 1, de tão mal que os órfãos de Neymar executaram sua tarefa.

O time de Dunga fez de tudo para ser eliminado. Pareciam até ministros da Dilma quando se metem a fazer alguma coisa.

Pelo jeito, foi isso mesmo que o Dunga mais ensaiou no treino secreto de sexta-feira: primeiro, como um zagueiro abobado deve meter a mão na bola na cara do juiz; segundo, como desperdiçar penalidades máximas.

Nunca ninguém bateu pênalti tão mal com tamanha perfeição. Executaram tão bem as péssimas cobranças que só podem ter ensaiado tudo muito bem.

Mas, assim como na política brasileira, o Dunga não é o único culpado… Afinal, como Dilma foi ungida para dirigir o país, ele foi o escolhido para dirigir o futebol do Brasil.

Dilma, a escolhida, escolheu os seus ministros e eles não ministram nem administram nada. Dunga, o escolhido, escolheu os seus jogadores e eles não jogam nada.

Como se vê, assim como Dilma, Dunga como os brasileiros, aprendeu logo. E assim como Dilma, o Dunga vai ficando.

Na política, como no futebol, ninguém faz tão bem o que faz mal quanto esse Brasil da Silva.

Sérgio Siqueira assina o blog “Sanatório da Notícia


Diagnóstico do Esporte está capenga
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José Cruz

O Diagnóstico do Esporte, lançado esta semana pelo ministro George Hilton, está incompleto. Além dos números sobre a prática esportiva e atividades físicas, faltam as informações dos demais temas, todos já concluídos e entregues ao Ministério do Esporte:

“Financiamento público para o setor”;

“Legislação esportiva, anterior e atual, em níveis federal, estadual e municipal”;

“Infraestrutura esportiva existente; e

“Gestão”

Esses temas foram divulgados pelo professor Ailton Oliveira, coordenador executivo do diagnóstico, em entrevista de 26 de abril do ano passado. Mas, no Ministério, “não há data para divulgar'', me informaram.

Financiamento

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Na quarta-feira, o grupo que trabalha na proposta de um novo “sistema nacional de esporte”, debateu em Brasília sobre “financiamento para o esporte” (foto do Ministério do Esporte). Foram apresentadas informações valiosas de estudiosos do setor. Estranhamente, faltaram os mais atualizados dados do Diagnóstico do Esporte.

E por que esses resultados, atrasados um ano na divulgação, ficam escondidos, se já foram entregues ao Ministério do Esporte, como informou a coordenadora geral do Diagnóstico, professora Celi Taffarel?

Dois motivos

O ministro George Hilton quer fazer um badalado evento a cada divulgação dos dados do Diagnóstico do Esporte, como nos apresentados nesta semana. Ainda faltam quatro temas, e a visibilidade da excelência, que ensaia a apresentação – porque é leigo no setor – será proporcional.

Além disso, o resultado do diagnóstico sobre “dinheiro do esporte” não é favorável ao governo, confidenciou uma fonte do setor. E não fica bem abrir o jogo num momento político nada bom para o Palácio do Planalto.

Enquanto isso…

George Hilton repete um Agnelo Queiroz, um Orlando Silva ou mesmo um Carlos Meles ou Rafael Grega, nos tempos magros de grana pública para o esporte, de FHC e outros. Foram ministros de indicações políticas, exclusivamente. Estão no cargo, são passageiros, sem qualquer compromisso com o setor. Nenhum! Meles era produtor de café!!! Greca, um apaixonado por artes, exposições de quadros, em especial. E por aí vai…

De comum, todos usaram e usam o discurso entusiasmado e eufórico para superar a ignorância sobre o assunto, dando a impressão de que estão atualizados e sabem o que estão fazendo.

Dá pra acreditar?


DIESPORTE – Como, onde e porque (não) se pratica esporte no Brasil
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José Cruz

Aldemir Teles

Professor da Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco

O DIESPORTE, Diagnóstico Nacional do Esporte, divulgado na última segunda-feira, reproduz alguns dados já conhecidos. Outros, embora inéditos, não surpreendem, a não ser pelos valores percentuais encontrados.

Entre outros equívocos cometidos no Diagnóstico, um dos mais evidentes e que chamou atenção de especialistas, foi não categorizar adequadamente esporte e atividade física. Assim, “academia”, que não é nem esporte nem atividade física, entrou nas duas categorias como dos mais “praticados”.

Esportes como o futsal é menos praticado do que “academia”, mas não tem vez na lista entre as atividades físicas mais praticadas, como o voleibol, por exemplo. A pesquisa falha, ainda, por não ter apresentado detalhadamente a metodologia, além dos dados sobre infraestrutura e financiamento, como prometido.

Sedentarismo

O número de sedentários apresentado no documento não representa novidade, por isso não deveria causar surpresa ao ministro George Hilton. Segundo a pesquisa VIGITEL 2014, (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, são 48,7% de sedentários. O Diesporte aponta para 45,9% de sedentários.

Embora confusos e, por isso, pouco esclarecedores, alguns dados do diagnóstico, e outros estudos, sugerem que a origem dos problemas apresentados, como sedentarismo, obesidade etc. estão na escola. Devem-se ao fracasso das propostas pedagógicas para a disciplina de educação física e a forma como o conteúdo esporte passou a ser conceituado e tratado pedagogicamente, após o final da década de 1980.

Causalidade circular

Isso ocorreu com o surgimento da corrente marxista, nesse período, formada por professores de várias universidades do país. O movimento propunha uma “teoria crítico-superadora” para a educação física e para o esporte. “A criança que pratica esporte respeita as regras do jogo… capitalista” foi um dos motes. O movimento influenciou e ainda influencia, fortemente, milhares de acadêmicos de educação física Brasil afora. Os agora ex-acadêmicos são os atuais professores que, de alguma forma, reproduzem as tais teorias.

Os números apontam para os argumentos defendidos aqui. Vejamos alguns deles:

1 – Na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2012), 63,1% dos alunos adolescentes avaliados foram considerados insuficientemente ativos (menos de 300 minutos de atividade física acumulada nos sete dias anteriores à avaliação).

2 – O Diesporte aponta que 69,3% tiveram iniciação no esporte entre os 6 e 14 anos. O dado demonstra que ao menos 30% de jovens nessa faixa, em idade escolar, não tiveram acesso à prática esportiva.

3 – O início da prática esportiva ocorreu na Escola/Universidade para 48% dos pesquisados. Isso significa que mais da metade dos sujeitos não tiveram oportunidade de aprender esportes na escola; e que outros só tiveram acesso ao esporte ao chegar à universidade. Como se explica isso no país que pretende ser potência olímpica?

4 – A pesquisa informa que 45% das pessoas abandonam a prática de atividade física e esporte entre 16 e 24 anos. Mas eles mal começaram…

Estou cada vez mais convicto de que a tarefa de mudar os hábitos dos brasileiros em relação à prática regular da atividade física e do esporte não é do Ministério do Esporte e sim do Ministério da Educação.

É na escola, onde se universaliza a cultura e o conhecimento, que o aluno pode aprender sobre a importância da prática da atividade física e do esporte, o conhecimento de como, quando e porque praticar, além do prazer pelo movimento.

Mais do que se tornar uma potência esportiva, é preciso desenvolver no país a cultura em torno do esporte. E esse é um papel, especialmente, da escola.  A figura ilustra as consequências, para qualquer sistema esportivo, da falta de investimento no esporte escolar. O professor Gustavo Pires chama de teoria da “Causalidade circular”.

 


Mesmo sem credibilidade, Basquete tem apoio do Governo para novo patrocínio
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José Cruz

Conforme os últimos artigos e reportagems de Fábio Balassiano, do UOL Esporte, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) …

… perdeubasket o patrocínio da Eletrobras , numa parceria conflituosa e sem retorno da modalidade à estatal;

… fechou o balanço de 2014 com dívida de R$ 13 milhões,  38% a mais sobre o ano anterior;

… teve queda na receita (R$ 24,5 milhões), em 2014, retrocedendo aos níveis de 2011;

a CBB vem apresentando déficits sucessivos e, consequentemente, seu patrimônio líquido está negativo, passivo a descoberto…”, registrou uma auditoria “independente;

… ainda deve R$ 3,2 milhões à Federação Internacional de Basquete, valor do “convite” para a Copa do Mundo da Espanha, em 2014, porque não se classificou na seletiva;

… se essa dívida persistir até 31 de julho, as Seleções masculina e feminina terão que disputar seletivas aos Jogos Rio 2016;

Mas…

 ainda assim, o ministro do Esporte, George Hilton, negocia com os Correios para patrocinar o basquete.

Quando o Palácio do Planalto lançou o “Plano Brasil Medalhas” – para colocar o Brasil no top 10 dos países olímpicos – 22 modalidades firmaram parcerias com oito estatais. Algumas não tinham pretensão de patrocinar certos esportes, como a Caixa com o ciclismo BMX. Acabou cedendo à pressão do Planalto''.

Estaria o basquete, de vitoriosas gerações, nessa situação de ser renegado por falta de resultados, sem cumprir a parte que lhe compete na parceria de patrocínios e apresentar, por cinco anos gestão temerária no uso de verbas públicas?

Enquanto isso…

ministro esporte

Por que George Hilton insiste nesse negócio perigoso, diante da comprovada incapacidade de gestão da diretoria da Confederação de Basquete?

Por que o ministro não questiona e investiga sobre as suspeitas contas da CBB?

A presidente Dilma Rousseff, comandante de um rigoroso ajuste nos gastos públicos, sabe que está sendo armado um negócio altamente explosivo que irá onerar as já sacrificadas contas federais?

Enfim, essa é mais uma ideia palaciana ou do próprio ministro?


Em plena crise da economia, governo financia caos do basquete
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José Cruz

“A entidade vem apresentando déficits sucessivos e, consequentemente, seu patrimônio líquido está negativo, passivo a descoberto. A administração da entidade deve planejar e/ou buscar alternativas de curto prazo para reverter esta situação''

Alerta da auditoria independente sobre a precaridade na gestão financeira da Confederação de Basquete

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), sustentada por verbas públicas, fechou 2014 com déficit de R$ 13 milhões. Crescimento de mais de R$3,6 milhões sobre o passivo de 2013. Esta é a realidade que está no balanço financeiro da CBB, com análise dos números de Fábio Balassiano, em seu blog “Bala na Cesta”, que aconselho a leitura de toda a série deste tema.

baskett

(I)responsabilidade

Desde 2010 a situação da Confederação de Basquete é de falência, fosse ela uma empresa privada. Não fechou porque, apesar da gestão precária do presidente Carlos Nunes, o basquete continua, inexplicavelmente, recebendo verbas e mais verbas dos cofres públicos, do Ministério do Esporte, em especial, através de convênios e da Lei de Incentivo.

No ano passado, mesmo depois de Fábio Balassiano ter divulgado o déficit de R$ 9 milhões em 2013, o Ministério do Esporte liberou R$ 12 milhões para a Confederação! Em 2011, quando a situação já era precária, lá se foram R$ 5 milhões da mesma pasta.

Receita e prejuízo

No ano passado a CBB teve receita de R$ 24,5 milhões, e aí estão os ingressos do governo federal que, por extensão, financia o prejuízo que a CBB acumula há cinco temporadas.

Quem tem interesse nesse jogo suspeito, já de longo prazo? Quem está ganhando dinheiro nessa jogatina oficial, num governo que corta verbas orçamentárias da Saúde e da Educação para economizar nos cofres públicos e aumentar o seu superávit?

Essa realidade deve para ser investigada pelo TCU ou pela Polícia Federal?

Afinal, quando a operação Lava-Jato chegará aos cofres do esporte olímpico?


“Diagnóstico do Esporte” é lançado com atraso de um ano
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José Cruz

Com atraso de um ano, o Ministério do Esporte apresentará hoje o Diagnóstico Nacional do Esporte, que custou R$ 3,9 milhões, e foi realizado sob a coordenação da Universidade Federal da Bahia. O lançamento será às 10h no Teatro Sesc, Tijuca, no Rio de Janeiro, e terá transmissão da NBR.

O Diagnóstico, abrange:  infraestrutura do esporte; legislação; financiamentos públicos federal, estadual e municipal; recursos humanos e contribuições científicas disponíveis no setor.

“O Diagnóstico visa conhecer o grau de desenvolvimento do sistema esportivo brasileiro, a fim de oferecer uma metodologia de avaliação permanente e uma cultura de estatísticas básicas para o setor, disse Ailton Oliveira, da Universidade Federal de Sergipe, em entrevista que publiquei no ano passado. Ailton Oliveira foi o coordenador executivo da pesquisa.

Diagnósticos são importantes antes da formulação de propostas nacionais. Mas, se cai novamente na mesmice de uma proposta “de Ministério” e não “de Governo”. Até porque, sejamos sinceros, o governo não está nem aí para as questões do nosso esporte. Basta ver o abandono da atividade física escolar para se ter ideia do restante.

Abrangência

Uma proposta de Governo deveria abranger, também, as áreas da educação e saúde, prioritariamente. Em segundo lugar, o Ministério do Esporte está formulando o Sistema Nacional do Esporte – também sem a participação da Saúde e da Educação – sem definir, antes, se compete ao Estado se envolver com o alto rendimento.

Todas essas questões ainda passarão por debates no Congresso Nacional, antes de ir à sanção presidencial.

Particularmente, vejo nesses trabalhos mais uma “agenda positiva” para colocar o ministro do Esporte no foco do noticiário de que alguma coisa está sendo feita, diante de tantos deslizes e suspeitas na pasta que dirige, o mais novo reduto de empreguismo de adeptos da igreja que o acolhe.